sábado, 3 de abril de 2010

A APLICAÇÃO DO LASER PARA DOR NAS COSTAS

Uma dor nas costas pode ser apagada 
cinco minutos depois de o paciente se submeter 
a um raio de luz. 
Nada de mágica ou ficção científica. 

O laser de baixa potência é uma arma promissora contra as crises que afligem a coluna, como sustentam os experimentos conduzidos pelo grupo do professor Rodrigo Martins, do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo. 

Ele assina, ao lado de experts de outros países, uma revisão de estudos que avaliaram, no total, 820 pessoas. No trabalho, publicado na revista médica The Lancet, o time conclui que a laserterapia é eficaz para a dor cervical, aquela que dá o bote bem na altura do pescoço. Martins afirma:

“O laser pode ser indicado 
nos quadros crônicos, 
  tanto para a dor cervical quanto para a lombar”

Antes, é preciso lembrar que qualquer dor nas costas exige investigação. “As causas são múltiplas: má postura, desgaste nas articulações, hérnias de disco”, já avisa o ortopedista Elcio Landin, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. 

Às vezes o endereço do problema nem é a própria coluna. No entanto, quando a tortura mora mesmo ali, muita gente encara um desconforto persistente. É que, como consequência, a musculatura local passa a hospedar uma inflamação constante. 

Esse fenômeno, que semeia a agonia, é o alvo do raio laser. “Após ser absorvida pelo organismo, a luz inibe a produção de substâncias inflamatórias que sensibilizam a região à dor”, explica Martins. “Ela também retardaria a fadiga muscular, melhorando o aporte de sangue.” Assim, os músculos que amparam a coluna permanecem mais resistentes. 

A grande vantagem, porém, reside em outro ponto. “Quando administrado em dose adequada, o laser não surte efeitos adversos”, diz o professor. Se pensarmos em dores crônicas, isso significa uma revolução. Afinal, o uso contínuo de drogas anti-inflamatórias oferece riscos ao estômago, ao fígado e aos rins.

O paciente passaria por entre seis e 12 sessões, de acordo com a intensidade do problema. Cada uma dura de dez a 30 minutos. O laser não aquece a pele nem a machuca. 
No fim do tratamento — que não dispensa a identificação e a correção da causa da dor —, o suplício tende a ceder. O pesquisador exemplifica:

“O laser não irá reverter uma hérnia de disco, 
mas pode controlar uma dor por vezes incapacitante”. 

No Brasil ainda não há uma legislação específica para laserterapia, mas já existem diretrizes internacionais que orientam as aplicações. Martins defende que o método, já disponível em algumas clínicas particulares, deveria ser adotado pelo sistema público de saúde, uma vez que também pouparia milhões de reais aos cofres do país.
fonte: Revista Saúde

2 comentários:

  1. Parabéns por sua corageque nom e mostrar soluções!!!! Eu me trato com laser baixa potência e concordo

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  2. Parabéns por sua corageque nom e mostrar soluções!!!! Eu me trato com laser baixa potência e concordo

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