sábado, 6 de agosto de 2011

BANANA É BOM PARA CÃIMBRAS?






A inclusão da banana, rica em potássio, na dieta habitual dos adultos e idosos normalmente é recomendada pelos especialistas. 

Uma banana média fornece um terço das necessidades diárias recomendadas de potássio. Cada banana contém cerca de 100 calorias, principalmente sob a forma de frutose e amido, que o corpo converte em energia. 




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Por isso, um dos alimentos favoritos dos atletas, que a consideram um anabolizante natural. Mas a preferência dos atletas por bananas para combater as cãibras, dolorosas contrações involuntárias dos músculos, não é verdadeira. 

A banana por ter grande quantidade de potássio não alivia as cãibras, na verdade o sódio é responsável pelo desequilíbrio químico no músculo gerando as famosas cãibras.

Apesar de existirem muitas causas para cãibras musculares, grandes perdas de sódio e líquidos costumam ser fatores essenciais que predispõem atletas a cãibras musculares. 


O sódio é um mineral importante na iniciação dos sinais dos nervos e ações que levam ao movimento nos músculos. Por isso, um déficit desse elemento e de líquidos pode tornar os músculos sensíveis. Sob tais condições, uma leve tensão e um movimento subseqüente podem fazer o músculo se contrair e se contorcer incontrolavelmente. 




Consumir bebidas esportivas 
que contêm uma quantidade adequada de sódio 
também é uma maneira sutil de repor o sódio. 




Um copo de leite ou uma fatia de pão é uma quantidade que também ajuda a repor o sódio perdido.





Previna as cãibras antes que elas comecem.
Segue abaixo algumas recomendações:

1. Beba líquidos antes, durante e depois da sua sessão de exercícios;

2. Tente repor os níveis de sódio durante os intervalos de exercícios pesados ou transpiração abundante com uma bebida isotônica;

3. Realize uma reposição nutricional adequada (particularmente para o sal) e descanse os músculos após um treino intenso.














Quando as cãibras aparecerem 
você pode tomar algumas medidas como:

1. Alongar. Como as cãibras são normalmente relacionadas à mudança na capacidade de peso, alongamento e exercícios sem peso são tratamentos efetivos.

2. Massageie a área. Esfregar o músculo afetado pode ajudar a aliviar a dor e também auxilia no estímulo à corrente 
sangüínea e ao movimento de líquidos na área. 

3. Estimule a recuperação. Descanso e reidratação adequada com líquidos que contenham eletrólitos, particularmente sódio, irão rapidamente trazer melhora.
Fonte:http://www.webrun.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

PANTURRILHA COMO SEGUNDO CORAÇÃO.




A panturrilha é um músculo situado na região posterior da perna, que vai desde a parte posterior-inferior do joelho até a articulação do tornozelo. 

É um músculo muito ingrato para muitos indivíduos que cultuam o corpo, pois dependendo do seu genótipo (carga genética) este músculo pode ser bem desenvolvido ou não, isso varia de pessoa para pessoa. Porém quase todos adeptos da musculação treinam arduamente em busca de uma panturrilha bem desenvolvida, a maioria dos homens no intuito de esconder das pernas finas, e as mulheres para terem uma panturrilha bem torneada na hora em que usam salto alto.
Porém, a maioria das pessoas não conhece as verdadeiras funções da panturrilha. Entre elas podemos citar sua importante função como bomba muscular do retorno venoso (segundo coração), ou seja, é graças a este conjunto de músculos que o sangue ganha uma maior pressão para retornar ao coração. 

Pessoas com deficiências de retorno venoso são orientadas pelos médicos a praticar atividades físicas, principalmente exercícios que estimulem a panturrilha, assim como todo o complexo de membros inferiores, como é o caso da caminhada para melhorar a circulação sanguínea, isto porque a panturrilha tem atuação importantíssima na marcha, desde o momento de contato do pé com o solo até o momento de impulsão da perna de trás para frente, movimento conhecido como flexão plantar.
Além disso, a panturrilha é um dos músculos responsáveis pela postura e equilíbrio ortoestatico, ou seja, a musculatura da panturrilha, assim como outros músculos das pernas, estão em constante contração isométrica (estática), para estabilizar os joelhos e permitir que você fique em apoio bipodal (dos dois pés) ou unipodal (de um só pé).

domingo, 31 de julho de 2011

MÉTODO PILATES HARMONIZA O CORPO INDEPENDENTE DE IDADE OU CONDIÇÃO FÍSICA




A prática da atividade física evoluiu com a própria evolução do homem. O homem primitivo passou a lutar, caçar e fugir a fim de preservar a sua existência. Assim o homem à luz da ciência executa os movimentos corporais mais básicos desde que se colocou ereto: corre, arremessa, salta, tem relações sexuais, empurra, puxa, etc.




Existem alguns fatos históricos no decorrer da civilização humana que talvez explique, em parte, a falta de exercícios específicos para melhorar a mobilidade da coluna vertebral na Atividade Física.


Durante o Império Romano e toda a idade média, os exercícios físicos ficaram restritos à função militar, incluindo, também, a caça e os torneios.  A queda do Império Romano, por exemplo, foi muito ruim para a evolução da Atividade Física, principalmente com o crescimento do Cristianismo que, por sua vez, perdurou por toda a Idade Média, pois o culto ao  corpo  era  considerado  pecado, passando  a  ser  cada  vez  mais  reprimidos  devido  à comunidade  altamente  puritana  não ver com bons olhos a atividade física. (Costa, 1998).





Os exercícios beneficiados pela redescoberta dos  valores  gregos  voltaram  a  despertar  interesse maior  só  com  o  Renascimento.  Mesmo  assim,  a ginástica como esporte, como conhecemos hoje, só se desenvolveu na Europa em meados do século XVIII. Mas só em 1829, na França,  foi oficializada a  atividade  física  denominada Ginástica  Calistênica, sendo  esta considerada precursora do Fitness. 


A Ginástica Calistênica  revolucionou  a  atividade  física do  século  XIX.  Um  dos  pontos  marcantes  dessa modificação foi que essa modalidade passou  também a  incluir  crianças,  mulheres,  obesos  e  idosos,  onde antes eram excluídos. (Castellani, 1998).


A  medida  em  que  essa  modalidade  de ginástica  foi  evoluindo,  era  dada  cada  vez  mais importância  aos  exercícios  para  os  segmentos  dos membros  superiores  e membros  inferiores;  enquanto que, a mobilidade da coluna vertebral era  totalmente negligenciada.










Quando  o  fitness  surgiu  na  década  de  80 houve  a  mesma  linha  de  trabalho  da  Ginástica Calistênica,  mantendo  até  a  tendência  de  corpos musculosos,  sem  mobilidade  de  coluna  vertebral, dando continuidade a essa idéia até os dias atuais. Os  profissionais   começaram  a  se  preocupar  com  a  mobilidade  da coluna  em  alunos  praticantes  de  fitness,  a  partir  das comparações  realizadas  com  outras  modalidades corporais, em especial o Pilates.


A  técnica  de  Pilates  apresenta  uma  grande importância tanto para os profissionais que trabalham com a abordagem corporal quanto para os alunos que realizam  os  exercícios. 
Esse método  foi  baseado  em diversas  atividades  (Yoga, mergulho,  esqui, natação, boxe,  etc)  devido  ao  criador,  Joseph  Pilates,  dessa arte  apresentar  afecções  osteomioarticulares  quando criança.  Ele  tinha  um  propósito  de  melhorar  a  sua forma  debilitada  através  do  condicionamento  físico, trabalhar o corpo da mesma maneira que uma pessoa sadia. (Brito, 1997).




Apesar  da  técnica  de  Pilates  ter  uma grande existência,  só  na  década  de  80  o  sistema passou  a  ser  utilizado  pelos  bailarinos,  que começaram  devido  à  técnica  adquirir  uma  grande eficácia na recuperação de lesões. 




A  exemplo  do  que  aconteceu  na  Educação Física,  a mobilidade da  coluna vertebral  também  foi negligenciada  na  Dança.  Preocupados  em  executar movimentos  sempre  muito  amplos,  os  bailarinos acabaram  com  a  mobilidade  da  coluna  vertebral prejudicada.  Apenas  alguns  exercícios  são ministrados em aulas de dança para a manutenção da mobilidade segmentar da coluna.




Um dos estudos mais interessantes acerca da técnica  de  Pilates  foi  realizado  pelo  fisioterapeuta americano  Brent  Anderson.  Criador  do  método Polestar  Pilates,  chegou  à  conclusão  que  o  Pilates deve ocorrer mobilidade da coluna vertebral em todas as  direções  onde  os  movimentos  intersegmentares poderão auxiliar na manutenção da postura adequada.


Os  movimentos  articulados  da  coluna  acabam  por ativar  o Centro  de Força  (Powerhouse),  fazendo um bom suporte estrutural. (Lobato, 2004). Por enfatizar bastante o trabalho em torno do controle do centro de  força, há uma maior  facilidade na  realização  dos movimentos  desejados,  pelo meio da  fluidez  dos  movimentos,  da  suavidade  do  gesto corporal  e da  leveza,  permitindo que  todas  as partes do  corpo  trabalhem  com  segurança,  consentindo, assim, uma boa mobilidade da coluna vertebral.


Enfim, o método de Joseph ostenta o propósito de harmonizar o corpo, independente da idade ou condição física. As vértebras se mobilizam através da compressão e deformação dos discos, e deslizamento dos ligamentos.  A coluna vertebral faz movimentos de extensão, flexão, rotação e inclinação.  A flexibilidade é a sua principal característica.  As vértebras da coluna vertebral se articulam de modo a conferir, além de flexibilidade, estabilidade para a função de mobilização, postura e equilíbrio do tronco. (Aguiar, 1997).


fonte: Fernando Barbosa – Educador Físico

sábado, 23 de julho de 2011

O QUE É SÍNDROME PATELOFEMORAL?



Muitas vezes as pessoas, especialmente mulheres, experimentam dor na parte da frente do joelho. 

A causa da dor no joelho é desconhecida para essas pessoas, mas ela tende a piorar com exercícios físicos ou tempo prolongado sentado. Essa dor no joelho pode geralmente ser atribuída a uma condição chamada síndrome patelofemoral, onde a patela não está se movendo corretamente no sulco feito pelas articulações do fêmur e tíbia. 

A síndrome patelofemoral acontece mais comumente em corredores e atletas, porém pode atingir qualquer pessoa de qualquer idade.




O que é a síndrome patelofemoral ?

Tal como o próprio nome indica, consiste numa dor localizada ao nível da região anterior do joelho, nomeadamente causada por um desvio biomecânico na articulação entra a rótula (patela) e o fêmur - articulação patelo-femoral.


O termo patelofemoral parece apropriado, já que não é possível distinguir qual a estrutura, a patela ou o fêmur, é especificamente afetada.  


É mais comum em adolescentes, mulheres e atletas, especialmente corredores. As causas poderão estar diretamente associadas a questões hormonais, no caso das mulheres, diretamente relacionadas com maior laxidão ligamentar, ou a sobreutilização, no caso dos atletas.





O que pode levar a um sindrome patelo-femoral?
A síndrome patelofemoral é multifatorial, podendo ocorrer pela combinação de:• Microtraumatismos repetitivos,• Mau alinhamento da rótula/patela,• Uso excessivo da articulação do joelho,Desalinhamento do mecanismo extensor do joelho associado a uma movimentação lateral externa excessiva da patela.  


      A parte superior da patela é ligada a um grande grupo de músculos da coxa, chamado quadrícepes, e a extremidade inferior é ligada ao tendão rotuliano, que se insere na tuberosidade anterior da tíbia, logo abaixo do joelho.


 A patela está localizada em cima da tróclea femural e durante a extensão e flexão do joelho, desliza sobre esta estrutura, sendo também "controlada" pela própria estrutura anatômica do fêmur, nomeadamente os côndilos.


 No entanto, pessoas que apresentem desequilíbrios de forças entre os músculos internos e externos da coxa, aumento do ângulo Q,(  O ângulo Q do joelho,  é formado pelo tendão do quadríceps da coxa e o ligamento patelar, leva a um desvio lateral da patela devido a resultante formada pêlos vetores de força vindos da espinha ilíaca ântero-superior e do terço superior da tíbia. Os valores considerados como normais, do ângulo Q são de aproximadamente 12° para os homens e de 15° para as mulheres. )patela alta ou hipermobilidade, e joelho valgo (para dentro) favorecem a instabilidade e a lateralização da patela, desviando-a externamente. 


Quando isso acontece, inicia-se uma compressão da patela no côndilo femoral, podendo irritar a superfície posterior da patela e causando dor.


Quais os sintomas ?
O principal sintoma é a dor na região anterior do joelho, entre a patela e o fêmur.  Essa dor é intensificada quando alguma atividade que aumenta a carga nesta articulação é realizada, como: corridas, escaladas, agachamentos, o simples fato de ajoelhar ou de ficar muito tempo sentado.  




Alguns pacientes referem sensação de instabilidade do joelho e, raramente, é acompanhada de edema. 


A sindrome patelo-femoral é também muitas vezes denominado como o síndrome do "cinema" precisamente pela dor que surge após longos períodos na posição  sentada. Descer alguns degraus pode também desencadear dor, pela forças compressivas a que a articulação é sujeita devido a um maior esforço do quadricípes.


Como é diagnosticada ? 
Um Raio X poderá ajudar a diagnosticar o alinhamento da rótula.


Como é tratada ?




O tratamento é relativamente simples e conservador, à base de gelo, AINE's e exercícios específicos prescritos pelo fisioterapeuta,  principalmente direcionados para o fortalecimento do músculo VIO (vasto interno oblíquo) e alongamento do TFL (Tensor da Fascia Lata).








Em casos graves de síndrome patelofemoral, a cirurgia poderá ser indicada.
Fonte: copacabanarunners










domingo, 26 de junho de 2011

ALONGAMENTO AUMENTA AMPLITUDE ARTICULAR E FLEXIBILIDADE.



Os  alongamentos  promovem 

 bem-estar  e  previnem lesões.






Provavelmente, a queixa mais frequente encontrada tanto entre sedentários como entre atletas é a perda da flexibilidade provocando dores lombares ou problemas musculares, por encurtamento da musculatura das costas e posterior das coxas, associado a uma musculatura abdominal fraca.


Alguns artigos comprovam que o encurtamento muscular é uma das principais causas de patologias associadas a problemas músculo-esqueléticos, resultando em quadros dolorosos e perda da função correta. 




Com a prática regular de alongamentos, os músculos passam a suportar melhor as tensões diárias e esportivas, prevenindo o desenvolvimento de lesões musculares.


O alongamento é um conjunto de técnicas voltadas para o aumento da flexibilidade muscular e para promover o estiramento das fibras musculares, fazendo com que elas aumentem o seu comprimento. 




Quanto mais alongado um músculo, maior será a movimentação da articulação comandada por aquele músculo e, portanto, maior sua flexibilidade. Lembrando que flexibilidade é a maior amplitude de movimento possível de uma determinada articulação.


A flexibilidade não é generalizada e pode ser específica para uma só articulação, ou seja, uma pessoa pode apresentar boa flexibilidade em uma articulação como de joelhos, por exemplo, e não ter o mesmo grau em outras articulações e partes do corpo.







Todas as pessoas podem aprender a fazer alongamentos independentemente da idade e do condicionamento físico. Os exercícios podem ser realizados ao despertar pela manhã e no final do dia (para aliviar as tensões acumuladas no trabalho), durante viagens prolongadas, no ônibus, em qualquer lugar, sempre que se identificar alguma tensão muscular.


Antes de começar a se alongar é importante aprender a forma correta de execução, para aumentar os resultados e evitar lesões. A respiração é quem dá o ritmo ao alongamento. Ela deve ser lenta e profunda.




Inspire profundamente e, quando expirar, inicie o alongamento. Realize o movimento até sentir certa tensão muscular (forçar o alongamento pode causar lesões nos músculos e tendões, respeite seus limites!), então sustente de 30 a 40 segundos. Volte inspirando à posição inicial. 




O mesmo alongamento pode ser repetido, buscando alongar mais o músculo, mas evite sentir dor. Lembre-se: nada de balanceios, pois estes enrijecem o músculo que você está tentando alongar.


Os alongamentos devem ser realizados antes e depois de atividades físicas. 


No início, eles têm como função aquecer a musculatura, preparando os músculos para as exigências que virão a seguir, protegendo e melhorando o desempenho muscular. 


Os alongamentos finais têm a função de não deixar os músculos ficarem encurtados, prejudicando a flexibilidade do corpo. Além disso, ao alongar-se antes de seguir para o vestiário você elimina o ácido láctico, o que evita dores musculares.







Os objetivos do alongamento são: 
>reduzir as tensões musculares; 
>promover o relaxamento; 
>melhorar a postura, pois se desenvolve a consciência corporal. 
No momento em que a pessoa focaliza a parte do corpo que está sendo alongada, ocorre a 
>ativação da circulação, 
>melhora a oxigenação, 
>melhora a disposição para as atividades diárias 
melhora a nutrição do corpo.
Os principais músculos a serem alongados são: cervicais, musculatura das costas, quadríceps, posterior das coxas e panturrilhas. Regularidade e relaxamento são ingredientes obrigatórios para um bom alongamento. Aprenda a introduzi-lo em sua rotina para aumentar seu bem-estar e para prevenir lesões.
Fonte:Site Minha Vida












terça-feira, 14 de junho de 2011

ATRIZ ALINE BORGES DÁ DICAS COM O PILATES PARA A GRAVIDEZ


A atriz Aline Borges, que fez parte do elenco da novela Ribeirão do Tempo, da Record, está curtindo cada momento de sua gestação da primeira filha, Nina, que deve nascer no fim de junho. 




A mamãe está aproveitando o tempo livre na gravidez para cuidar do corpo e uma dica que ela dá é fazer aulas de pilates."A gravidez está ótima, continuo fazendo meu pilates e espero fazer até o final da gravidez! Todas as grávidas deveriam fazer, aliás todo mundo. Os benefícios para a saúde do corpo e mente são imensos", afirmou à CARAS Online.



Aline, que está com 7 meses, está adorando as sensações de esperar um bebê e já está começando a preparar o quartinho. "Minha barriga está enorme e cada vez sinto mais ela mexer, uma delícia! Sensação indescritível. O quarto ainda não ficou pronto, os móveis chegam de São Paulo no fim do mês, está meio em cima, mas tenho certeza que vai dar tudo certo!", contou.
fonte:portal caras

PILATES USADO COM FIM TERAPÊUTICO,REEDUCAÇÃO NEUROMUSCULAR, ATIVIDADE FUNCIONAL.







O método Pilates foi originalmente desenvolvido por Joseph Pilates durante a Primeira Guerra Mundial e levado para os 
EUA em 1921-1923. 






O conceito inicial misturava elementos de ginástica, artes marciais, Yoga e dança, focando o relacionamento entre 
corpo e disciplina mental.

A experiência de trabalho no Pilates é caracterizada pelo uso de aparelhos diferenciados em que a sobrecarga externa (carga externa) imposta à estrutura musculoesquelética é obtida pelo auxílio de molas.










Mais recentemente, novos elementos têm sido incorporados ao programa que tem sido direcionado tanto para o condicionamento físico como para programas de reabilitação.


Alguns procedimentos de fisioterapia nos quais os exercícios de Pilates têm sido usados incluem fins terapêuticos, reeducação neuromuscular, atividade funcional e estabilização da região lombar-pélvica.

Entretanto, o critério de escolha das variáveis (posição do indivíduo e posicionamento de mola) que modulam a sobrecarga dos exercícios no Pilates ainda vem sendo realizado por meio de avaliações subjetivas. 




Por outro lado, o conhecimento do torque de resistência (TR) que um determinado exercício oferece juntamente com informações referentes à ativação muscular também deveriam ser considerados como critérios de escolha de exercícios.

Não obstante, apesar da grande popularidade do Pilates na prática clínica, o que se observa é uma enorme carência de estudos científicos tanto com aplicação na Fisioterapia, como com abordagem cinesiológica, fisiológica e/ou biomecânica.






Fora do ambiente de Pilates, estudos com pesos livres, máquinas de musculação e materiais elásticos têm mostrado que a análise do TR pode indicar, por exemplo, se a carga externa imposta ao praticante é maior no início ou no final de uma amplitude de movimento (ADM) e se a mesma está condizente com a capacidade de produção de força dos músculos atuantes e, desse modo, subsidiar a seleção de exercício.

Ademais, outros estudos quantificaram e compararam a atividade eletromiográfica (EMG) e as cargas externas aplicadas nos músculos de interesse durante exercícios típicos de musculação e sugeriram que dados biomecânicos (EMG e carga externa) deveriam ser considerados quando um programa de reabilitação é desenvolvido.

Na intervenção de fisioterapia, tem sido comum o uso de aparelhos do Pilates para realização da extensão de quadril com enfoque na ativação de músculos específicos, como extensores do quadril e glúteo máximo, objetivando a estabilização da região lombar-pélvica.

Um dos aparelhos que permitem a realização de uma enorme quantidade de padrões de movimentos e posturas é o tradicional Cadillac. Quando o movimento de extensão de quadril (EQ) é realizado de maneira lenta e constante, como preconizado pelo método Pilates, o TR que esse aparelho oferece depende de uma relação entre fatores como: o coeficiente de deformação da mola, o posicionamento da mola, o peso do segmento humano móvel e distâncias perpendiculares das forças envolvidas (da mola e do peso do segmento) em relação ao eixo articular no centro da articulação do quadril.

Apesar da complexidade, algumas técnicas de pesquisa em biomecânica, como representação das forças envolvidas por meio de diagrama de corpo livre (DCL) e equações de movimento, podem ajudar a classificar objetivamente o tipo de resistência de um exercício. 




O conhecimento do comportamento do TR e da EMG dos músculos durante os exercícios no Pilates pode ser considerado como ferramenta para indicar a sobrecarga sobre o sistema musculotendíneo e complementar na escolha dos exercícios do Pilates durante um programa de reabilitação.

Fonte: ©Revista Brasileira de Fisioterapia