segunda-feira, 13 de agosto de 2012

AS DIVERSAS ÁREAS DA FISIOTERAPIA


A fisioterapia é uma ciência aplicada que estuda o movimento humano, em todas as suas formas de expressão e potencialidades, quer nas alterações patológicas, quer nas repercussões psíquicas e orgânicas, com a finalidade de preservar, manter, desenvolver ou restaurar a integridade de órgãos, sistema ou função.

O fisioterapeuta é capacitado a avaliar, reavaliar, prescrever tratamento físico, próteses, dar diagnóstico, prognóstico, intervenção e alta.

A Fisioterapia ocupa um lugar de destaque entre as inúmeras especialidades da área de saúde, entre elas destacamos:

Fisioterapia dermato-funcional - Atua em disfunções que afetam direta ou indiretamente a pele e a capacidade funcional do indivíduo. Antevê a prevenção, promoção e recuperação do indivíduo, no que se refere aos distúrbios endócrino/metabólicos, dermatológicos, circulatórios e/ou musculoesqueléticos.



Fisioterapia do trabalho  - Atua na prevenção e resgate da saúde do trabalhador. Engloba *ergonomia, a **biomecânica, a atividade física laboral (referente ao trabalho) e a recuperação de queixas ou desconforto físicos, sob o enfoque multiprofissional e interdisciplinar, com o propósito de melhorar a qualidade de vida do trabalhador. Atua em empresas e/ou organizações intervindo preventivamente e/ou terapeuticamente.

Fisioterapia gerontológica - Estuda, previne e trata as disfunções decorrentes do processo de envelhecimento, mediante a administração de condutas fisioterapêuticas, prevenindo quedas e promovendo a recuperação funcional global de pessoas idosas.




Fisioterapia uroginecológica e obstétrica - É uma especialidade que atua no tratamento das disfunções urogenitais como incontinência urinária e nas distopias genitais como os prolapsos – "bexiga caída". É apontada como procedimento de primeira escolha no tratamento dessas disfunções, evitando ou retardando o processo cirúrgico. Administra procedimentos próprios que visam a conscientização corporal, eletroterapia, cinesioterapia e outros recursos na incontinência urinária e fecal masculina e feminina, no vaginismo, na endometriose, na tensão pré-menstrual, na dismenorreia (menstruação doloras) , na dor pélvica crônica, entre outros.

  No período gestacional a atuação fisioterapêutica é muito importante, a fim de tratar as alterações posturais decorrentes da gravidez, a minimização do edema (inchaço) gestacional com auxílio da drenagem linfática manual e, ainda, a preparação da gestante para o período pós-parto, com exercícios de fortalecimento de períneo (região situada entre entre a vulva e o ânus) e músculos abdominais. Todo o cuidado durante a gestação vai ajudar na recuperação da puérpera (o pós-parto).


Fisioterapia neurofuncional - Área da fisioterapia que estuda, diagnostica e trata os distúrbios neurológicos que envolvem as funções neuromotoras; como por exemplo, pacientes que sofreram acidente vascular encefálico (AVE). A fisioterapia neurofuncional induz ações terapêuticas para recuperação de funções, nentre elas a coordenação motora, a força, o equilíbrio e a coordenação. A fisioterapia neurofuncional pode minimizar as deficiências advindas das doenças que acometem o sistema nervoso como: paralisia cerebral, esclerose múltipla, acidente vascular encefálico (derrame cerebral) dentre outras.


Fisioterapia musculoesqulética - Estuda, diagnostica e trata as disfunções musculoesqueléticas, de origem ortopédica, reumática ou decorrente de traumatismos. Tem como recursos a cinesioterapia (terapia do movimento) , eletroterapia (estimulação elétrica com objetivo de aumentar e/ou ativar as funções de um órgão, através de correntes elétricas), ***termoterapia, ***hidroterapia para aumentar a capacidade de movimentação, estimular a circulação e diminuir as dores de pacientes com fraturas, traumas musculares e entorses.




Fisioterapia respiratória - Pode atuar tanto na prevenção quanto no tratamento das pneumopatias (doença que afeta is pulmões) utilizando-se de diversas técnicas e procedimentos terapêuticos tanto em nível ambulatorial, hospitalar ou de terapia intensiva com o objetivo de estabelecer ou restabelecer um padrão respiratório funcional (equlibrado) no intuito de reduzir os gastos energéticos durante a respiração, capacitando o indivíduo a realizar as mais diferentes atividades de vida diária sem promover grandes transtornos e repercussões negativas em seu organismo. Utiliza técnicas e manobras que visam melhorar a dinâmica respiratória e a distribuição do ar inalado no pulmão, removendo secreções brônquicas, e obtendo assim um melhor desempenho respiratório. Além das técnicas manuais, existem diversos equipamentos que auxiliam na obtenção desses resultados.




Fisioterapia da ATM (articulação responsável pelo movimentro de abrir e fechar a boca) - Atua principalmente na saúde bucal em conjunto com a odontologia, tratando de disfunções da ATM (articulação temporomandibular). ATM é uma das articulações mais utilizadas de todo o corpo, ela abre e fecha aproximadamente 1500 a 2000 vezes ao dia, durante os movimentos de falar, mastigar, deglutir, bocejar e ressonar. O tratamento fisioterapêutico em conjunto com o tratamento multidisciplinar, proporciona um alívio das condições sintomatológicas do paciente, buscando restabelecer a função normal do aparelho mastigatório.





Fisioterapia pediátrica - A fisioterapia pediátrica utiliza uma abordagem com base em técnicas neurológicas e cardiorrespiratórias especializadas, integrando os objetivos fisioterápicos com atividades lúdicas e sociais, levando a criança a uma maior integração com sua família e a sociedade.

Fisioterapia preventiva escolar - Ainda representa um campo de atuação que precisa ser melhor explorado pelo fisioterapeuta, como principais focos de ação estão os aspectos relacionados à postura, problemas físicos e o estresse infantil. Segundo Bernardi, D. F, o fisioterapeuta então busca através de sua visão global e de seus conhecimentos a respeito do desenvolvimento neuropsicomotor (DNPM), facilitar a aquisição/aprimoramento de certas habilidades e conceitos necessários, prévios ao processo de alfabetização. O fisioterapeuta agrega conhecimentos e capacidade de avaliação e planejamento de atividades que possam apoiar o professor no processo de alfabetização do aluno.

Fisioterapia esportiva  - É um componente da medicina esportiva, sua prática e métodos são aplicados no caso de lesões causadas por esportes, com o propósito de recuperar, sanar e prevenir as lesões. A fisioterapia esportiva tem como objetivo principal devolver o atleta o mais rápido possível para a prática esportiva após uma lesão. O trabalho da fisioterapia desportiva é bastante diferente dos outros, pois tudo tem de ser muito rápido e funcionalmente mais efetivo, pois o atleta mais do que qualquer outro indivíduo precisará executar todas as funções do seu corpo, músculos, ossos e articulações, no máximo de potência e amplitude para execução perfeita de todos os movimentos. 




Fisioterapia oncológica - Desempenha um importante papel na prevenção, minimização e tratamento dos efeitos adversos do tratamento do câncer. É um dos procedimentos que estão sendo adotados, tanto após uma cirurgia de câncer como também durante todo o tratamento. Esse recurso pode ser utilizado em todos os casos, como nos de câncer de mama, tumores de cabeça e pescoço, além dos relacionados ao sistema músculoesquelético. A fisioterapia, quando iniciada precocemente, desempenha um importante papel na busca da prevenção das complicações advindas do tratamento do câncer, favorecendo o retorno às atividades de vida diária, e melhor qualidade de vida. Muitas vezes, a fisioterapia começa no período pré-operatório. O tratamento fisioterapêutico também é importante durante as fases de quimioterapia e radioterapia.

A fisioterapia ainda utiliza técnicas como o RPG (Reeducação Postural Global), Pilates, Acupuntura, Quiropraxia, Osteopatia, Hidroterapia, Crochetagem, Esparadrapoterapia e Terapias Manuais.
* Estudo das relações entre o homem e a máquina, visando melhorar as condições de trabalho e o consequente aumento da produtividade
** É a aplicação das leis da mecânica aos problemas biológicos, fisiológicos e médicos como traumas e sequelas.

*** Os recursos terapêuticos são a chave de todo tratamento fisioterapêutico. O fisioterapeuta dispõe de recursos elétricos (eletroterapia), recursos manuais (terapia manual e manipulações), recursos físicos (termoterapia e hidroterapia) e recursos naturais (equoterapia). Cada indivíduo e patologias devem receber o recurso correto como eleição na hora de requerer o tratamento correto.
por Juliana Prestes Mancuso








veja também matéria publicada em
16 dez 2012
A FISIOTERAPIA AUXILIANDO A MELHORA RESPIRATÓRIA








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FAMOSOS QUE FAZEM PILATES: DAVID BECKHAM TAMBÉM PRATICA PILATES #2


Cada dia o método Pilates ganha mais popularidade 
e os famosos têm ajudado bastante nesta divulgação.




Destaque no mundo das celebridades do esporte, o jogador de futebol David Beckham é outro adepto na lista de praticantes de Pilates. 
Ele aderiu ao método na época em que jogava na Itália, no AC Milan. “Faço pilates uma hora por dia. Hoje estou em minha melhor forma” disse ao ser questionado sobre sua elasticidade e forma física. 
Após a incorporação do Pilates em seu programa de condicionamento físico, sua gordura corporal caiu de 13,7 por cento para 8,5 por cento.
Mesmo tendo se transferido para a MLS (Liga Americana de Futebol), David manteve o seu treinamento de Pilates, junto com sua esposa, Victoria Beckham.







veja
RONALDO também pratica Pilates







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FAMOSOS QUE FAZEM PILATES: DEMI MOORE TAMBÉM PRATICA PILATES #12


Cada dia o método Pilates ganha mais popularidade 
e os famosos têm ajudado bastante nesta divulgação.



Demi Moore confessou que pegou pesado com os exercícios há cerca de dez anos, segundo o site FameTastic. 

A atriz, que hoje tem 46 anos, estava afastada das telas na época e não queria sair de forma.

"Eu admito que quase me matei de tanto exercício há alguns anos", disse.

Hoje a atriz tem uma rotina de exercício mais leve. 

"Eu amava correr, mas troquei por caminhadas, tem menos impacto nos ossos. 

Faço Pilates para fortalecer e dar mais elasticidade aos músculos. Não me mato mais", conta.

O esforço físico tem trazido retorno para a atriz. "Não tenho 20, nem 30, mas eu, diferente de muitas pessoas, me sinto bem com minha idade. Estou feliz com minha idade e com minha aparência", disse.
Fonte: Revista Pilates 





TICIANE PINHEIRO também pratica Pilates




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domingo, 12 de agosto de 2012

FAMOSOS QUE FAZEM PILATES: CAMILA PITANGA TAMBÉM PRATICA PILATES #156


Cada dia o método Pilates ganha mais popularidade 
e os famosos têm ajudado bastante nesta divulgação.



Considerada uma das atrizes brasileiras mais talentosas da sua geração, Camila Pitanga esbanja beleza e simpatia. Dona de um corpo invejável, a filha de Antônio Pitanga conseguiu manter a boa forma mesmo após ter sido mãe, em 2008.
Questionada sobre o que faz para ter um corpo tonificado, Camila respondeu da seguinte forma à Revista Estilo:
- Acho que não seria capaz de frequentar uma academia convencional. Vou a uma academia que mais parece uma casa e que me permite variar entre Pilates, musculação, hidroginástica e corrida, modalidades que me agradam.







veja 
ALESSANDRA AMBRÓSIO também pratica Pilates







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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

NO QUE CONSISTE UMA HÉRNIA DE DISCO?




Hérnia discal é o deslocamento do núcleo pulposo através do anel fibroso, constituindo-se como uma das principais causas de dor lombar (CECIL, 1992). 


A hérnia de disco surge como resultado de diversos pequenos traumas na coluna que vão, com o passar do tempo, lesando as estruturas do disco intervertebral, ou pode acontecer como conseqüência de um trauma severo sobre a coluna. 

A hérnia de disco surge quando o núcleo do disco intervertebral migra de seu local, no centro do disco para a periferia, em direção ao canal medular ou nos espaços por onde saem as raízes nervosas, levando à compressão das raízes nervosas.

Um disco é uma estrutura colocada entre duas vértebras. O disco possui uma área central gelatinosa (núcleo pulposo) circundada por um anel, que mantém esse núcleo no seu interior. O núcleo gelatinoso funciona como um amortecedor. Devido a fatores como seu envelhecimento (degeneração), o anel às vezes se rompe e permite a saída de parte do núcleo. Esse material gelatinoso comprime a raiz nervosa e provoca os sintomas de uma hérnia (de disco).

A maioria das hérnias ocorre na região lombar (perto da cintura), mas também existem hérnias da região torácica e cervical (pescoço).



Causas
Traumas, infecções, malformações congênitas, doenças inflamatórias e metabólicas, neoplasias, distúrbios circulatórios, fatores tóxicos, fatores mecânicos e psicossomáticos. (SAMARA, 1985).

Os fatores mecânicos são os maiores responsáveis (excesso de peso, postura inadequada, exposição a vibrações, pequenos traumas repetitivos e disfunções biomecânicas não corrigidas).

Também podemos considerar o tabagismo, suas substancias promovem vasoconstrição dificultando a nutrição do disco gerando sua fragilidade.

O sedentarismo é um fator de grande relevância, visto que os músculos multífidos e transverso do abdômem (estabilizadores), que ajudam a dissipar forças compressivas perdem a sua função protetora.

Processo e Evolução da Hérnia
O rompimento das fibras do anel fibroso do centro para a periferia começa a deformar o disco, dando a ele uma morfologia diferente, abaulado o que é denominado abaulamento discal. 

Esse abaulamento pode ser assintomático ou gerar dor lombar (lombalgia) caso ele entre em contato com o saco dural.

Com a evolução do quadro esse abaulamento poderá aumentar seu volume gerando uma protusão, que assim como o abaulamento pode ser assintomático.

A hérnia de disco ocorre quando há uma ruptura completa das fibras do anel fibroso e conseqüente extravasamento do núcleo pulposo, esse extravasamento em geral comprime uma raiz nervosa gerando um quadro de dor, que pode ser localizada na coluna lombar (lombalgia), na coluna irradiando para a face posterior da perna e glúteos (lombociatalgia) ou mesmo apenas dor irradiada para a face posterior da perna e glúteos (ciatalgia).

A hérnia pode apresentar também uma condição chamada sequestro, quando o material não está no local da extrusão.

Tratamento
A utilização de técnicas de fisioterapia manual (osteopatia, mobilização neural, estabilização vertebral, RPG, Mckenzie e outros), possibilita restaurar a mobilidade funcional do segmento, correção de alterações posturais e bloqueios mecânicos, alivio da dor e principalmente visa uma solução não cirúrgica eficiente para essa patologia, com resultados positivos acima dos 85%. 
Fonte:  viva sem dor nas costas






veja também matéria publicada em
27 ago 2011





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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

O TRATAMENTO DO AVC



Acidente Vascular Cerebral é um derrame resultante da falta ou restrição de irrigação sanguínea ao cérebro, que pode provocar lesão celular e alterações nas funções neurológicas. As manifestações clínicas subjacentes a esta condição incluem alterações das funções motora, sensitiva, mental, perceptiva, da linguagem, embora o quadro neurológico destas alterações possa variar muito em função do local e extensão exata da lesão .


O AVC resulta da restrição de irrigação sanguínea ao cérebro, causando lesão celular e danos nas funções neurológicas. As causas mais comuns são os trombos, o embolismo e a hemorragia.



Quando a lesão é no Hemisfério Esquerdo (Hemiplegia Direita) ocorrem afasias, apraxias ideomotoras e ideacionais, alexia para números, descriminação direita/esquerda e lentidão em organização e desempenho.



Quando é no Hemisfério Direito (Hemiplegia Esquerda) ocorre alteração viso espacial, auto negligência unilateral esquerda, alteração da imagem corporal, apraxia de vestuário, apraxia de construção, ilusões de abreviamento de tempo e rápida organização e desempenho.



A hemiplegia, ou paralisia de um lado do corpo, 
é o sinal mais clássico da doença neurovascular cerebral. 
Embora seja um dos sinais clínicos mais óbvio,
o local e o tamanho da lesão irão determinar 
o nível de comprometimento sensorial e motor.



Após o início do AVC com hemiplegia, ocorre um estado de baixo tônus ou flacidez, variando num intervalo de semanas ou meses.



Esse lesado é acompanhado pelo desenvolvimento de padrões de retorno da função muscular e padrões de aumento de tônus (fase de espasticidade). A velocidade com a qual esses padrões de função muscular retornam é ditada pela gravidade da lesão e enfoque no processo de reabilitação.



A sintomatologia depende da localização do processo isquêmico, do tamanho da área isquêmica, da natureza e funções da área atingida e da disponibilidade de um fluxo colateral.



Função Sensorial: a sensibilidade frequentemente sofre prejuízos, mas raramente está ausente do lado hemiplégico. São comuns as perdas proprioceptivas, exercendo significativo impacto sobre as habilidades motoras. Também são comuns a perca do tato superficial, dor e temperatura, contribuindo para uma disfunção perceptiva geral e para o risco de autolesões.



Os pacientes hemiplégicos podem ainda sofrer de hemianopsia homónima – defeitos no campo visual. O paciente sofre de cegueira da metade nasal de um dos olhos e da metade temporal do outro, dependendo do local da lesão.



As alterações sensoriais mais frequentes, aquando da ocorrência de um AVC, são os défices sensoriais superficiais (táteis, térmicos e doloros), proprioceptivos (postural e vibratória) e visuais (diminuição da acuidade visual, diplopia).



Função e Comportamento Mental: alguns dos pacientes que sofrem um AVC são dados como confusos ou não cooperantes, sem espírito de iniciativa, ou mentalmente inadequados. Podem também ficar com a compreensão prejudicada, sofrer de perda de memória recente, perda da percepção corporal, negação de lhe pertencerem os membros afetados. Os indivíduos com lesão no hemisfério direito e esquerdo têm comportamentos muito distintos. Os indivíduos com lesão no hemisfério direito, tendem a ter um comportamento mais lento, são mais cuidadosos, incertos e inseguros. Ao desempenharem tarefas apresentam-se ansiosos e hesitantes, necessitando frequentemente de apoio e "feedback".



Função Perceptiva: o tipo e a extensão dos défices perceptivos vão depender do local da lesão. Um AVC pode provocar distúrbios na posição no espaço, na percepção da profundidade, na orientação topográfica, apraxia (incapacidade para programar uma sequência de movimentos), agnosia (incapacidade de reconhecer objetos familiares de uso pessoal, e de lhe dar uma função), falhas na discriminação esquerda/direita.



Função da Linguagem/Comunicação: este tipo de problema resulta geralmente quando o AVC teve a sua origem numa obstrução da artéria cerebral média localizada no hemisfério esquerdo.



Função motora: os indivíduos sofrem desequilíbrio postural, espasticidade, padrão flexor do membro superior e padrão extensor do membro inferior, entre outros.



Alterações do Tónus: logo após um AVC, o hemicorpo afetado apresenta hipotonia, isto é, o tónus é muito baixo para iniciar qualquer movimento, não apresenta resistência ao movimento passivo e o indivíduo não consegue manter o membro em nenhuma posição, principalmente durante as primeiras semanas. Ocasionalmente a flacidez dura apenas algumas horas ou dias, mas raramente persiste indefinidamente. Estas alterações levam ao desaparecimento da consciencialização e dos padrões de movimento do hemicorpo afetado, bem como a padrões inadequados do lado não afetado. Desta forma, o indivíduo não consegue sentar-se sem apoio, manter-se de pé. É frequente nestes casos, com o passar do tempo, a substituição de um quadro de hipotonia, por um quadro hipertonia em que há um aumento da resistência ao movimento passivo (característico dos padrões espásticos).



A espasticidade tende a aumentar gradualmente nos primeiros 18 meses com os esforços e atividades desenvolvidas pelo indivíduo (fase espástica), podendo provocar posturas anormais e movimentos estereotipados. Geralmente estes indivíduos apresentam hipertonia nos músculos anti-gravíticos do hemicorpo afetado (flexores no membro superior e extensores no membro superior).



Perda do mecanismo de controle postural: a base para a realização dos movimentos voluntários normais especializados é o mecanismo de controle postural. Desta forma, se as reações posturais automáticas de um indivíduo que tenha sofrido um AVC não estiverem a funcionar no hemicorpo afetado, o indivíduo não conseguirá usar vários padrões normais de postura e de movimento, que lhe permitem fazer transferências, rolar, sentar-se, manter-se de pé, andar, realizar atividades da vida diária e outras atividades funcionais. As patologias e as sequelas neurológicas interferem com a capacidade do indivíduo em executar as funções e a satisfazer as suas obrigações. Assim, o indivíduo com sequela neurológica não é capaz de desempenhar o seu papel social ou de manter o seu relacionamento habitual com os outros.



A recuperação da função nos membros, promovida pela plasticidade, é dificultada por um fenômeno conhecido como "não-uso aprendido". Com a perda da função de uma área do cérebro atingida pelo AVC, a região do corpo que estava ligada a essa área também é afetada, perdendo a sua capacidade de movimentação. Como o paciente não consegue mover o membro mais afetado, compensa usando o outro, deste modo, após um certo tempo, quando os efeitos da lesão não estão mais presentes e ocorreram readaptações no cérebro, os movimentos poderiam ser recuperados, no entanto, o paciente já "aprendeu" que aquele membro não é mais funcional.

Fonte:Faça Fisioterapia

FISIOTERAPIA DOMICILIAR

FISIOTERAPIA QUINTANA