domingo, 4 de dezembro de 2016

PRINCIPAIS SINTOMAS E O TRATAMENTO DA FIBROMIALGIA

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A fibromialgia é um dos maiores mistérios da medicina. É uma doença que se caracteriza por dores difusas envolvendo músculos, tendões e ligamentos. O paciente com fibromialgia tem múltiplas dores pelo corpo e se sente constantemente exaurido, todavia apresenta ótimo aspecto, o exame físico não demonstra nenhuma anormalidade óbvia e as análises e exames complementares são normais.
Portanto, se você tem dores por todo o corpo, sente-se frequentemente cansada(o), já foi a vários médicos e nenhum deles consegue identificar uma causa, o seu problema pode muito bem ser fibromialgia.

O QUE É A FIBROMIALGIA?

A fibromialgia é uma doença crônica que cursa com dor muscular generalizada e sensibilidade excessiva em muitas áreas do corpo. Muitos pacientes com fibromialgia também sofrem de fadiga, sono excessivo, dores de cabeça e distúrbios do humor, como depressão e ansiedade. Curiosamente, apesar da riqueza de sintomas, não há alterações detectáveis nos exames laboratoriais nem nos exames de imagem, como radiografias, ultrassonografia, tomografias, etc. Além da dor, mais nada é detectado através do exame físico do paciente com fibromialgia. Biópsias realizadas nos músculos, tendões e ligamentos nada revelam, não há sinais de inflamação, não há lesões e muito menos alterações estruturais.
Exatamente pela falta de achados objetivos, a fibromialgia era no passado considerada uma doença de natureza psicossomática (de origem psicológica). Seu reconhecimento como “doença real” só foi obtido em 1987.
As atuais teorias sugerem uma alteração nas áreas cerebrais responsáveis pela percepção da dor. O cérebro dos pacientes com fibromialgia parece ser excessivamente sensível aos estímulos dolorosos que chegam a si. Isso significa que estímulos indolores para a maioria das pessoas são interpretados como dor pelo cérebro do paciente fibromiálgico.
Exames radiológicos mais modernos, ainda pouco usados na prática médica do dia-a-dia, conseguiram demonstrar que pacientes com fibromialgia apresentam sinais precoces de envelhecimento do cérebro, com redução da área cinzenta (local do cérebro onde ficam os neurônios). Estas alterações podem justificam uma exagerada interpretação do cérebro aos estímulos externos.
Porém, como já referido, não existe nenhum exame laboratorial ou de imagem que confirme o diagnóstico de fibromialgia. Na verdade, estes exames só servem para se descartar outras causas de dor crônica. Se durante a investigação algum exame laboratorial ou de imagem detectar alterações, ou ainda, se houver a presença de sinais inflamatórios nas articulações (artrite) ou sinais de lesões neurológicas detectáveis durante o exame físico feito pelo médico, o diagnóstico de fibromialgia deve ser repensado, uma vez que estas alterações apontam para a existência de uma outra causa para as dores.
A fibromialgia é seis vezes mais comum em mulheres e a sua prevalência aumenta conforme a idade. Cerca de 2% da população jovem e 8% da população idosa são portadores desta doença. A maior parte dos casos de fibromialgia inicia-se entre os 30 e 55 anos.

Em 50% dos casos os sintomas iniciam-se após um evento pontual, tal como um estresse físico ou psicológico. Nos outros 50% não se consegue detectar nenhum gatilho para o surgimento dos sintomas. Pessoas com história familiar positiva apresentam 8 vezes mais chances de ter fibromialgia que o resto da população, o que sugere fortemente uma causa genética.


SINTOMAS DA FIBROMIALGIA

O principal sintoma da fibromialgia é uma dor difusa, podendo envolver músculos, ligamentos e tendões. Muitas vezes o doente refere sensação de articulações inchadas, o que na verdade é apenas uma sensação, já que o edema não é comprovado ao exame físico. Não há sinais clínicos de artrite nas articulações doloridas.
Quando questionados aonde dói, muitos respondem: dói tudo. São dores constantes, que pioram ao toque. O paciente com fibromialgia tem um limiar para dor mais baixo, isto é, estímulos dolorosos de intensidade igual são muito mais sentidos por quem tem a doença.
Um dos critérios para o diagnóstico da fibromialgia é a dor a palpação em pelo menos 11 dos 18 pontos sensíveis ilustrados abaixo.
Outra descrição comum para os sintomas da fibromialgia é a de sensação de estar com uma forte gripe que não passa, causando dor no corpo, mal estar, dor de cabeça e astenia.
fibromialgia
Além da dor difusa, a fadiga é outro sintoma frequentemente presente no paciente fibromiálgico. O cansaço é mais forte de manhã, logo que o paciente acorda, mas também pode ser bastante incômodo no final da tarde. A fadiga matinal ocorre mesmo que o paciente tenha dormido mais de 10 horas durante a noite. A sensação é de um sono não revitalizante. Na verdade, uma das características da fibromialgia é o sono leve. Os pacientes acordam com frequência durante a madrugada e têm dificuldade em voltar a dormir. Alguns trabalhos mostram que esses pacientes não conseguem se manter no estágio 4 do sono, que é o do sono profundo, também conhecido como sono restaurador.
O paciente fibromiálgico passa o dia sentindo uma completa falta de energia, com sensação de pernas e braços pesados e dificuldade de concentração, denominada pelos pacientes como “cérebro cansado”. É muito comum a associação da fibromialgia com a síndrome da fadiga crônica .
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Dor de cabeça tipo enxaqueca ou cefaleia tensional é um sintoma comum e acomete mais de 50% dos pacientes com fibromialgia .
Os pacientes também podem apresentar uma variedade de sintomas mal compreendidos, incluindo dor abdominal, dor no peito, sintomas sugestivos de síndrome do intestino irritável, dor pélvica, sintomas urinários, como ardência para urinar e necessidade de ir ao banheiro com frequência, problemas de memória, olhos secos, palpitações, tonturas, formigamentos, flutuações constante de peso, perda da libido, intensas cólicas menstruais e alterações do humor.
A associação com a depressão e distúrbios de ansiedade é muito comum. Cerca de 70% dos pacientes com fibromialgia desenvolverão um dos dois distúrbios ao longo da vida.
O grande desafio para o médico é quando a fibromialgia ocorre concomitantemente com outras doenças que também cursam com dores difusas, como osteoartrite, polimialgia reumática e artrite reumatoide . Nestes casos, o diagnóstico de fibromialgia é muito difícil de ser estabelecido.
É importante saber que, se por um lado a fibromialgia não é uma doença que acarrete risco de morte ou cause deformidades, por outro, os sintomas podem ser incapacitantes, determinado uma péssima qualidade de vida ao paciente. Pacientes com fibromialgia costumam ter uma qualidade de vida muito ruim se não tiverem o diagnóstico estabelecido e não estiverem sob tratamento.
A maioria dos pacientes com fibromialgia vive com os sintomas durante anos até o diagnóstico ser finalmente feito. Durante a investigação, estes pacientes costumam passar por dezenas de exames e múltiplos especialistas. Alguns pacientes acabam sentindo-se rejeitados pelos médicos, enquanto outros temem que uma doença fatal oculta acabe por ser encontrada.



TRATAMENTO DA FIBROMIALGIA

O tratamento é idealmente feito com uma equipe multidisciplinar, com um reumatologista, um fisioterapeuta e um psicólogo ou psiquiatra. Entender o que é a doença, acabando com pensamentos negativos do tipo “vou morrer”, “tenho câncer” ou “isso é uma infecção sem cura”, ajuda muito a combater os sintomas.
A longo prazo, a imensa maioria dos pacientes com fibromialgia melhora dos seus sintomas e consegue manter uma vida ativa e com qualidade. Comentários do tipo ” isso é coisa da sua cabeça” ou “pare de frescura que não há nada de errado consigo” são inverdades que só prejudicam o tratamento.
Entretanto, não existe cura fácil ou rápida para fibromialgia. Fuja de tratamentos que prometem milagres. Doenças crônicas e de difícil tratamento são um prato cheio para charlatões e aproveitadores.
Contraditoriamente, apesar do paciente sentir-se persistentemente cansado, não fazer nada ao longo do dia tende a piorar os sintomas. Nada é pior para os sintomas da fibromialgia do que o sedentarismo. Exercícios físicos aeróbicos e musculação melhoram a qualidade de vida e diminuem a intensidade das dores e a sensação de cansaço. O paciente deve ser encorajado a sair da inércia e vencer a indisposição inicial. 
Também é importante evitar álcool, cigarros e cafeína.
A fibromialgia é um dos maiores mistérios da medicina. É uma doença que se caracteriza por dores difusas envolvendo músculos, tendões e ligamentos. O paciente com fibromialgia tem múltiplas dores pelo corpo e se sente constantemente exaurido, todavia apresenta ótimo aspecto, o exame físico não demonstra nenhuma anormalidade óbvia e as análises e exames complementares são normais.
Portanto, se você tem dores por todo o corpo, sente-se frequentemente cansada(o), já foi a vários médicos e nenhum deles consegue identificar uma causa, o seu problema pode muito bem ser fibromialgia.


domingo, 20 de novembro de 2016

DICAS DE POSTURA/ fisioterapia quintana / 43

Ao amamentar, visando maior conforto, a mãe deve usar um travesseiro para apoiar braços e cabeça e alternar o lado do corpo no qual está segurando o bebê.

Amamentando Visando ao conforto, a mãe deve usar um travesseiro para apoiar braços e cabeça e alternar o lado do corpo no qual está segurando o bebê. (Foto: Época)




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terça-feira, 8 de novembro de 2016

DICAS DE POSTURA/ fisioterapia quintana / 37

Resultado de imagem para BOA POSTURA EM PÉ

Um estudo de Harvard aponta que as posturas influenciam a nossa química cerebral e nosso poder de decisão. Com o peito aberto, tronco reto e queixo levantado (postura expansiva), os pesquisados apresentaram aumento em 19% de testosterona, o hormônio da liderança, e 25% de redução do cortisol, responsável pelo estresse. O inverso ocorreu com aqueles que ficaram sentados, de braços cruzados.

Isso significa que se quiser mudar seu estado emocional, ou sentir-se mais poderoso, é preciso manter a coluna ereta e abrir o peito por dois minutos. Pequenos ajustes podem resultar em grandes transformações. 

Na vida profissional, dar um forte aperto de mão, manter o bom humor e o contato visual durante uma reunião ajudam a conquistar território.
Fonte: caespsaude.com.br/









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quarta-feira, 12 de outubro de 2016

QUAL O MELHOR COLCHÃO?

Resultado de imagem para textura colchãoNós passamos aproximadamente um terço de nossa vida dormindo. Por isso, um bom colchão pode influenciar muito na saúde da coluna. Um sono tranquilo e contínuo é fundamental para a nossa saúde e um bom rendimento no dia-a-dia. A falta de sono pode contribuir para um aumento do estresse e um aumento da dor.

Durante um dia normal, a coluna vertebral passa o dia todo suportando o peso do corpo e participando em todos os movimentos que realizamos. O período em que ficamos deitados e dormindo deve ser completamente restaurador para que a coluna vertebral possa se recuperar. Isso pode ser tornar difícil ou até mesmo impossível se não utilizarmos um colchão adequado.

Então, quais são as características de um bom colchão? É importante ser mais duro ou mais macio? 

Um bom colchão deve manter o mesmo alinhamento natural da coluna de quando estamos na posição em pé. Os músculos devem ficar relaxados e esse posicionamento fisiológico determina um sono mais reparador e tranquilo.

Existem tipos diferentes como: colchões de mola, de espuma, de água, de ar, etc. O melhor tipo de colchão é aquele que oferece o maior apoio e é o mais confortável para você. Ele deve ser projetado para distribuir a pressão uniformemente pelo corpo para ajudar a circulação, diminuir o movimento do corpo e melhorar a qualidade do sono. 
Em colchões de casais, ele também deve ser concebido para minimizar a transferência de movimento a partir de um parceiro para o outro. Portanto, a escolha é individualizada.

Entretanto, sabemos que há uma grande diferença em termos de firmeza e durabilidade em cada um. O colchão mais firme não é necessariamente o melhor. Um colchão muito firme não é capaz de suportar a coluna uniformemente, ele tende a suportar apenas as partes mais pesadas do corpo. Por outro lado, um colchão extremamente macio também evita que a coluna permaneça em seu alinhamento fisiológico. 

O ideal é apresentar uma densidade ou firmeza média para o indivíduo, o que varia de pessoa para pessoa.


O primeiro passo ao comprar um colchão é experimentá-lo. Deite-se sobre ele como normalmente você costuma dormir e procure virar de um lado para o outro para sentir sua densidade e seu movimento. Fique atento com alguns termos que frequentemente são utilizados comercialmente como “ ortopédicos ” , pois nem sempre isso tem significado na prática médica. O mais importante é verificar se esse determinado tipo de colchão é capaz de apoiar sua coluna em uma curvatura natural confortável, e isso varia muito de indivíduo para indivíduo pois cada pessoa tem um determinado peso, constituição corporal, altura, etc.


E a durabilidade do colchão?
A durabilidade pode variar muito entre os colchões e está diretamente relacionada aos seus componentes de fabricação. Um bom colchão deve durar de 8 a 10 anos, portanto é importante verificar a garantia oferecida pelo fabricante. Se você já possui um colchão há mais de 10 anos, é provável que precisará de um novo. Alguns sinais como acordar cansado e dolorido, rangidos do colchão, dificuldade em se manter na mesma posição no colchão e rolar para outra posição durante o sono podem indicar que está na hora de trocá-lo.


A posição de dormir faz diferença?
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Sim! Dormir de lado, com os joelhos dobrados ou com um travesseiro entre os joelhos, é a melhor maneira de manter a postura corporal adequada. Se você prefere dormir de costas, coloque um travesseiro sob os joelhos para apoiar a curva normal da parte inferior das costas. Dormir de barriga para baixo ou com a cabeça elevada em um travesseiro grande, dificulta a manutenção da curvatura fisiológica da coluna, bem como aumenta a pressão sobre o diafragma e os pulmões. Essa posição pode levar a um sono menos reparador e até determinar dor.
Fonte: Dr.Luciano Pelegrinno












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Fisioterapia Quintana: O QUE É UMA BOA POSTURA?

Fisioterapia Quintana: O QUE É UMA BOA POSTURA?: Postura é a posição do corpo Boa postura pode ser definida como o arranjo harmônico das partes constituintes do corpo, tanto em posição es...

domingo, 9 de outubro de 2016

COMO RESPIRAR DURANTE A CORRIDA?




Quando o assunto é corrida, não faltam dúvidas sobre a respiração. Algumas delas: 
Qual a importância de uma respiração correta para o rendimento da corrida? 
Como é a forma correta de respirar? Pelo nariz ou pela boca? 
Aquela dor lateral que aparece muitas vezes quando corremos tem a ver com a respiração?

Esclareça suas dúvidas.

Assista este vídeo super interessante.

E boa corrida.




















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quinta-feira, 6 de outubro de 2016

PILATES EMAGRECE?


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A concepção do Pilates, na década de 1920, por Joseph Pilates, tinha como objetivo integrar corpo, mente e espírito por meio de um exercício vigoroso e alcançar uma vida mais plena e feliz. A partir desta máxima, diversos adeptos foram descobrindo na atividade outros benefícios inerentes ao físico, como um corpo mais esculpido, tonificado e em forma – o que leva muitos novos alunos à procura da modalidade nas academias todos os dias.


Entretanto, segundo Selma França, especialista em clínica de dor e educadora da Physio Pilates, o método é bem abrangente e, dependendo de um conjunto de coisas, pode servir como aliado para diversos objetivos que ajudarão você a, inclusive, emagrecer. “Como todas atividades físicas, o Pilates gera um gasto calórico, o que leva a diminuição de gordura corporal. Porém, é uma atividade com benefícios muito maiores. Ela está voltada à melhor circulação do sangue, oxigenação e aumento da capacidade vital”, explica. “Dependendo do metabolismo e de outros cuidados, como uma alimentação regrada, frequência e disciplina, certamente a atividade proporcionará uma mudança visível da massa gorda pela magra”, revela.


Quando associada a outras práticas, o favorecimento corporal torna-se ainda maior. “O Pilates cumpre a função de preencher lacunas deixadas por outros esportes, ou seja, quando associado a outras práticas, potencializa resultados de maneira extraordinária. Aliar à corrida, por exemplo, ajuda a preparar a pessoa para uma demanda grande de impacto nas articulações, minimiza lesões, além, é claro, de facilitar na perda de peso”, comenta a Selma. “Mas é importante destacar que um plano adequado e a maior frequência em qualquer atividade física que irá fazer com que o seu corpo se modifique”, complementa.


A regularidade do exercício deve ser medido por meio de avaliação de pessoa para pessoa, mas é fundamental ter em mente que a frequência é de extrema importância. “A individualidade biológica e a especificidade é essencial de ser analisado, mas normalmente, três vezes por semana intercalada promove grandes resultados ao individuo”, explica Selma. Portanto, a orientação de profissionais especializados não deve ser deixado de lado na hora de apostar em um programa de exercícios, especialmente com demandas específicas, como a de emagrecimento.
Fonte: www.suacorrida.com.br








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