domingo, 25 de setembro de 2016

O PILATES NA FIBROMIALGIA


A fibromialgia está associada a um tipo de reumatismo com uma condição de dor crônica ou rigidez, com presença de sensibilidade em alguns pontos pelo corpo. Pode ser considerada uma síndrome devido às manifestação no organismo como cansaço, indisposição, problemas com o sono e rigidez matutina, além da dor. Acomete principalmente mulheres (90% dos casos) entre 35 e 60 anos. A fibromialgia pode ser classificada como idiopática, pós-traumática, primária (não é proveniente de nenhuma outra doença) ou secundária (resultante de uma patologia).
Diagnóstico
O diagnóstico é clínico e baseado na dor do paciente. Essa deve ser difusa e presente há mais de 3 meses. Para a confirmação do diagnóstico, se usa como referência a palpação de 18 pontos anatômicos de acordo com o mapa abaixo:
É positivo na presença de dor em 11 dos 18 pontos dolorosos.
É positivo na presença de dor em 11 dos 18 pontos dolorosos.

Sintomas
Os sintomas da fibromialgia são dores difusas e sensibilidade ao toque dos pontos característicos do corpo. A dores devem estar presentes acima e abaixo da cintura e nos lados esquerdo e direito do corpo. Os principais pontos de dor referidos pelos pacientes são na coluna cervical (85%) e coluna lombar (79%).
A fibromialgia está associada a uma série de distúrbios. É frequente a presença de depressão, ansiedade e distúrbios do sono. As dores de cabeça estão presentes em mais da metade dos pacientes com fibromialgia. Outras alterações frequentemente associadas incluem dor torácica não cardíaca, síndrome da bexiga irritável (disúria funcional), dismenorreia, síndrome pré-menstrual e disfunção da articulação temporomandibular.
Apesar de não acarretar deformidades físicas ou outros tipos de sequelas, a fibromialgia pode prejudicar a qualidade de vida e o desempenho profissional.
Fatores agravantes
Alguns fatores podem agravar o quadro de sintomas do paciente de fibromialgia que são excesso de atividade física, inatividade física, estresse, frio, distúrbios do sono e fadiga física e mental.
Tratamento da Fibromialgia
É importante que o diagnóstico seja dado com segurança para que seja direcionado o melhor tratamento para o paciente. O tratamento consiste na manutenção das atividades funcionais, o que deve ser feito por uma equipe, isso incluindo mudanças vindas do próprio paciente. O foco do tratamento deverá ser a diminuição da dor, reeducação postural (RPG) incluindo atividades em casa e trabalho, atividade física com acompanhamento de um profissional, alongamento, Pilates entre outras. Também vale ser ressaltado o tratamento psicológico visto que a fibromialgia pode causar depressão devido a frequência com que as dores aparecem e ao estresse.

Pilates no tratamento da Fibromialgia

O Pilates com suas várias funções pode ser muito eficaz no tratamento e alívio de sintomas dessa doença. Como a fibromialgia não tem cura, é muito importante que o paciente persista nas suas aulas para que consiga a qualidade de vida ideal.
O principal é que o aluno mantenha normalmente as suas atividades do dia a dia, proporcionando a ele qualidade de vida. Para isso são feitos exercícios que imitem seus movimentos corriqueiros. Além disso, o Pilates trabalha a postura, alongamento e fortalecimento buscando o alivio da dor nas regiões referidas pelo paciente, como coluna lombar e cervical, que são muito comuns, e diminuição da rigidez.
O Pilates também auxilia no fator psicológico, visto que é uma atividade tranquila e que tem ao final de suas aulas o relaxamento.
Fonte: Instituto Pilates







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10 MITOS E VERDADES SOBRE O CÂNCER

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Rancor causa câncer? Dormir perto do celular dá tumor? Boato é o que não falta. Descubra o que é verdade e o que é mentira sobre a doença.





1. Comida industrializada aumenta as chances de ter câncer?

Alimentos ultraprocessados, prontos para consumo, como biscoitos recheados, salgadinhos, frios à base de carne (presunto e mortadela, por exemplo), prontos para aquecer (lasanhas, pizzas congeladas, macarrão instantâneo) e bebidas açucaradas (refrigerantes, sucos ou chás de caixa) contêm conservantes, sódio e substâncias químicas para realçar sabor e aroma - e tudo isso favorece o surgimento de vários tipos de tumor. Esses alimentos também têm muito mais açúcar, sal, gordura e calorias do que o recomendado.




2. Pessoas rancorosas têm maior tendência a desenvolver um tumor?

Não há evidência científica disso. A crença de que o humor tem relação com o câncer nasceu na Grécia. Hipócrates dizia que a saúde humana era regulada por quatro fluidos, chamados de humores. A bile negra era um deles, responsável pela depressão, e outro médico grego, Galeno, afirmou que o câncer resultava de uma superdose de bile no organismo. Mas não há comprovação de causa e efeito entre alteração de humor e câncer.



3. Todo sinal na pele pode ser um câncer?

Não. Pintas na pele são normais, principalmente em quem tem pele clara. No entanto, marcas grandes, com mais de meio centímetro, mais de uma cor, formato irregular ou ainda as que crescem ou mudam de cor com o tempo são ameaças em potencial e devem ser examinadas por um médico. Marcas de nascença que apresentem essas características também precisam ser examinadas.



4. Se a doença não voltar em 5 anos, a pessoa está curada do câncer?

Mito. A maioria das recidivas surge nos primeiros cinco anos após o tratamento, mas não é uma regra. O câncer nos testículos, por exemplo, não costuma retornar após dois anos do tratamento. Por outro lado, o câncer de mama, um dos mais comuns, pode voltar após 10 ou 15 anos, embora seja mais raro. No caso do câncer na tireoide, cerca de dois terços dos casos de reincidência ocorre até 10 anos após o primeiro tratamento, e há registros de pacientes que reviveram a doença décadas depois.



5. Negros podem ter câncer de pele?

Sim. A população brasileira é miscigenada, logo, não é raro encontrar negros com pai ou mãe brancos. Por isso, casos de câncer de pele que, geralmente, ocorrem em pessoas caucasianas porque decorrem de exposição solar excessiva, podem ser encontrados em afrodescendentes também. Entretanto, além de estarem expostos a esse mal, os negros, os orientais e os mediterrâneos podem desenvolver o câncer de pele nas regiões da palma da mão e da planta dos pés. Muito comum em pessoas acima dos 60 anos, ele começa com uma mancha escura ou acizentada na pele ou nas unhas e é, muitas vezes, ignorado. Manchas que mudam de cor ou de tamanho devem ser sempre examinadas.



6. O câncer é hereditário?

Em alguns casos, sim. A alteração genética que desencadeia a formação de um tumor pode ser herdada dos pais (mesmo que eles não tenham tido a doença), mas isso não significa certeza de ter um câncer. O BRCA1 e o BRCA2, por exemplo, são dois genes já conhecidos que, quando defeituosos, aumentam muito as chances de câncer de mama e ovário. Quem tem casos de câncer na família (principalmente mama, ovário, próstata, pâncreas, pulmão e fígado), especialmente parentes de primeiro grau, deve monitorar a saúde mais atentamente.



7. Charuto ou cachimbo, em vez de cigarro, diminui as chances de ter câncer de boca?

Esses dois tipos de fumo tendem a ser vistos como alternativas mais saudáveis quando comparados ao cigarros industriais, mas não são - são até piores. O tabaco do charuto e do cachimbo é secado ao sol, o que causa mudança no pH da folha, deixando-a mais alcalina, ou seja, mais irritante que a do cigarro. O fumante não traga a fumaça, mas a deixa mais tempo na boca, e isso aumenta o risco de desenvolver cânceres orais. Além disso, os compostos tóxicos são mais facilmente absorvidos pela saliva, o que aumenta as chances de o fumante ter câncer de esôfago e de garganta.



8. Dormir com o celular perto do corpo pode influenciar no aparecimento de câncer?

É controverso. Embora alguns estudos apresentem estatísticas relacionando o uso de celulares a tumores, muita gente acha os resultados inconclusivos. Por outro lado, pesquisas apontam um número maior de casos entre pessoas que habitam próximo a antenas de telefonia. Na dúvida, não fique 24 horas grudado nele.



9. Ficar perto ou cozinhar no micro-ondas dá câncer?

Não. Durante o funcionamento, o micro-ondas gera uma vibração que provoca fricção entre as moléculas, gera calor, e esquenta a comida. Esse processo resulta em radiação não ionizante, presentes também em outros eletroeletrônicos como celulares, TVs e rádios.



10. O câncer é contagioso?

Não. O câncer é originado de um problema genético: um defeito no DNA da célula de algum tecido provoca a reprodução desordenada delas, formando um tumor. Um dos fatores que aumenta as chances dessa mutação do gene é a infecção por um vírus, como o HPV (que pode levar ao câncer do colo do útero) e a hepatite (que pode desencadear câncer de fígado). Os vírus são contagiosos, mas o câncer propriamente, não.
Fonte: Redação Super 











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domingo, 11 de setembro de 2016

MITOS E VERDADES SOBRE O REUMATISMO

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No intuito de prestar um serviço de orientação e esclarecimento, a Sociedade Brasileira de Reumatologia listou alguns mitos e descreve a realidade a respeito dos fatos.


Veja abaixo uma lista de mitos e as verdades sobre  o reumatismo

Mito: “Reumatismo é doença de velho”.
Fato: Em primeiro lugar o termo “reumatismo” é um termo popular consagrado para se referir a alguma das muitas doenças que podem ter manifestações no sistema músculo esquelético. Além disso estas doenças podem ocorrer em qualquer faixa etária.
Mito: “Reumatismo ataca no frio”.
Fato:O ambiente mais frio apenas aumenta a sensibilidade e a percepção dolorosa levando o paciente a acreditar que a doença “atacou” por causa do frio.
Mito: “Reumatismo no sangue”.
Fato: Este é uma expressão criada há muitos anos pelos próprios médicos para aqueles pacientes com dor e alguma alteração nos exames laboratoriais (“exames de sangue”) sem que necessariamente houvesse doença.
Mito:”Exames para reumatismo”.
Fato: O termo “reumatismo” é vago como já foi mencionado acima. Os exames, quando solicitados, levam em consideração a queixa e o exame físico de cada paciente. A grande maioria deles é inespecífica e devem ser analisados com muito cuidado. Além disso muitos destes exames podem estar alterados em indivíduos saudáveis.
Mito: “FAN positivo, o paciente tem lupus”.
Fato: Este exame laboratorial geralmente é positivo no lupus eritematoso sistêmico. Contudo também pode estar presente em várias outras doenças, pelo uso de determinados medicamentos e até mesmo em pessoas saudáveis.
Mito: “Fórmula para reumatismo”.
Fato: Isto não exite. Cada doença tem seu esquema terapêutico definido. Esta tal “fórmula” geralmente consiste num coquetel de drogas com efeito paliativo e freqüentemente associado a uma grande quantidade de efeitos colaterais.
Mito: “Dor nas articulações significa reumatismo”.
Fato: Dor articular é uma manifestação clínica como outra qualquer. Pode estar presente em diversas patologias sem qualquer relação com “reumatismo”.
Mito: “Alimentos ácidos aumentam o ácido úrico”.
Fato: O ácido úrico é um produto do metabolismo de uma variedade de proteínas chamada purinas. Já os encontrados em frutas e alimentos são o ácido cítrico, o ácido ascórbico e o ácido acético. Tem em comum apenas o fato de serem ácidos.
Mito: “ASLO elevado indica reumatismo”.
Fato: Este exame laboratorial apenas indica presença de anticorpos contra uma bactéria chamada Streptococo. Pode estar elevado na maioria das infecções respiratórias, inclusive uma simples gripe, e permanecer elevado por muitos meses.
Fonte:Sociedade Brasileira de Reumatologia












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ATM E POSTURA, QUAL A RELAÇÃO?

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A articulação têmporo-mandibular (ATM) fica localizada na junção da mandíbula com o osso e está ligada diretamente aos movimentos da boca. A ATM pode sofrer algumas disfunções que prejudicam o seu correto funcionamento e que envolvem não só os dentes em sua articulação, como também os músculos mastigatórios.





“O bruxismo, alterações neuromusculares e deslocamentos do disco da ATM estão entre os problemas mais comuns”, aponta o especialista em ortodontia e ortopedia facial Gerson Köhler. 
A ATM é responsável pela oclusão – ou fechamento – da boca e é considerada uma das articulações mais complexas do organismo. Ela pode fazer movimentos para frente, para os lados, para trás e também a movimentação de abrir e fechar a boca.
Segundo Köhler, dentro da articulação têmporo-mandibular existe um menisco, chamado de disco articular, uma espécie de cartilagem que tem como função minimizar o impacto dos movimentos e melhorar o encaixe entre as faces articulares. As disfunções da ATM podem surgir quando há alterações nos dentes ou nos discos da articulação, problemas psicológicos que levam o paciente a ter hábitos parafuncionais, como roer as unhas, mastigação incorreta, ansiedade e estresse.
“Traumas causados por acidentes de trânsito ou batidas na região do queixo e má posição do corpo, como por exemplo ficar com a mão apoiada no queixo enquanto realiza alguma atividade, também podem causar problemas nesta complexa articulação craniofacial”, afirma Köhler.
Sintomas
Entre os sintomas das alterações na articulação têmporo-mandibular estão ruídos ou estalos ao movimentar a boca, dores na região e próximo aos ouvidos, travamentos da mandíbula, cansaço no rosto, dores de cabeça, redução da abertura da boca, tonturas e zumbido. “Devido à sua posição, que é próxima aos ouvidos, a dor e os desconfortos podem se irradiar para a cabeça, pescoço, ombros e - inclusive - braços. A sensação dolorosa normalmente está relacionada com o envolvimento da musculatura e sinaliza a necessidade de procurar ajuda de um especialista”, observa Köhler.
As dores nas articulações também podem estar relacionadas à fibromialgia. “Essa doença é uma síndrome caracterizada por uma condição dolorosa e crônica e engloba diferentes manifestações clínicas, como dor, indisposição, distúrbios do sono e fadiga. Ela é considerada uma forma de reumatismo, pois envolve músculos, ligamentos e tendões, ligada à percepção do estímulo doloroso pelo indivíduo.”
A postura do corpo também está relacionada com as disfunções na articulação têmporo-mandibular. Elas representam a ligação da mandíbula com a base do crânio, que possui conexões musculares e de ligamentos com a região cervical (do pescoço). “Os músculos da cabeça, a região cervical e o sistema estomatognático – que inclui a maxila, mandíbula, arcadas dentárias, neuromusculatura, ATMs e tecidos moles – possuem uma íntima relação entre si. Por isso, alterações na postura da cabeça e do corpo interferem de maneira negativa no funcionamento das ATMs”, evidencia Köhler.
Como tratar
O tratamento para as disfunções das ATMs pode incluir o uso de dispositivos intra-orais – espécie de placa utilizada na boca somente à noite –, reeducação postural(RPG), tratamento normalizador ortodôntico e até o uso de relaxantes musculares, analgésicos e antiinflamatórios, sempre com prescrição médica. “É fundamental que o tratamento seja feito por equipes multidisciplinares, que devem ser compostas por ortopedistas, ortodontistas, especialistas em ATM e dores faciais e fisioterapeutas”.
Fonte: Gerson Köhler/Universal














quarta-feira, 7 de setembro de 2016

A POSTURA AO USAR O CELULAR






Um recente estudo americano apontou que posturas inadequadas e o intenso uso do celular podem representar um risco maior de desenvolver dor cervical. No post de hoje, o médico de dor do Singular, Dr. André Marques Mansano explica esta relação, apontando a sobrecarga que o uso inadequado do aparelho pode representar para nossa coluna cervical e indicando ações simples para prevenir problemas futuros.

O uso de celulares aumentou de forma tão importante que, no Brasil, existe mais de 1 celular por habitante. Estima-se que uma pessoa gaste de 2 a 4 horas ao dia olhando para o celular, usualmente assumindo uma postura inadequada.

Um estudo recente realizado nos Estados Unidos avaliou a sobrecarga exercida na região cervical à medida que deslocamos o pescoço para frente.

Em posição ideal, com as orelhas alinhadas com os ombros, o peso transmitido ao pescoço é de aproximadamente 5Kg. Esse valor vai sendo aumentado caso inclinemos o pescoço para frente. Com 15 graus de inclinação, a sobrecarga aumenta para 12Kg. Com 30 graus de inclinação aumenta para 18Kg. Com 45 graus de inclinação a sobrecarga já é de 22 Kg. Finalmente, com 60 graus de inclinação a sobrecarga chega a alarmantes 27 Kg.

Espera-se, em um futuro próximo, uma “epidemia” de dores cervicais devido a esses problemas posturais. Atitudes simples, como trazer o aparelho celular até a altura dos olhos, são fundamentais para prevenir lesões associadas à má postura.




celular

Fonte: www.singular.med.br










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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

ESTALIDO NO JOELHO, O QUE PODE SER ISTO?


Aquele barulho vindo de seus joelhos quando você se agacha, pode ser enervante ou preocupante… “Mas se não for acompanhado por dor, desconforto ou inchaço, não há necessidade de se preocupar com isso”, afirma o ortopedista Caio Gonçalves de Souza (CRM-SP 87.701), médico do Hospital das Clínicas de São Paulo.


Segundo o ortopedista,  “o som de estalo que você ouve é conhecido como crepitação. Em alguns casos, isto não é nada mais que bolhas de gás aparecendo em suas articulações. Isto ocorre quando nós estalamos os dedos das mãos também. Depois de uma ou duas vezes, não há mais bolhas para se formar e os dedos param de estalar por algum tempo, até novas bolhas conseguirem se formar”, explica.
Isto também pode ser resultado da diminuição da espessura da cartilagem, principalmente nos joelhos. Esta cartilagem reveste as extremidades dos ossos, e com o passar do tempo vão perdendo água e afinando. Com isto, as articulações vão perdendo a suavidade, fazendo com que ossos e tecidos criem um pequeno atrito quando você dobra as pernas. “A crepitação é extremamente comum, pois nossas articulações costumam fazer muito barulho”, explica o médico.
Caio Souza diz que em relação à crepitação nas articulações, as questões mais importantes são, “em primeiro lugar e acima de tudo: existe dor ou inchaço? Em segundo lugar, o ruído é associado com o bloqueio dos joelhos ou a perda de mobilidade dele? Caso não haja dor ou perda de movimento, não é algo que deva preocupar a pessoa. Porém, caso ocorra dor ou limitação articular, a pessoa deve procurar um médico. Se você tem uma lesão no menisco, por exemplo, a crepitação pode estar associada ao bloqueio do joelho”.
Segundo o médico, que também é professor de Ortopedia na Faculdade de Medicina da Uninove, “se há trituração ou moagem quando você executa um agachamento e é muito doloroso, o problema pode estar associado com a artrose. Qualquer um desses sintomas seria uma boa razão para ver um especialista em Ortopedia. Mas o estalo, por si só, sem dor ou outros sintomas, pode ser inócuo”, explica.
Em outra hipótese, “se o ruído ocorre durante exercícios de agachamento na academia, pode ser porque você está se abaixando demais. Um grande movimento de agachamento onde seus quadris ficam abaixo dos joelhos pode colocar uma pressão excessiva sobre as articulações. Quando você faz um agachamento desta maneira, você coloca quase oito vezes o peso do seu corpo na sua patela (o osso da frente do joelho). E então, quando você adiciona uma barra com ou sem peso em cima disso, as articulações e os tecidos ao redor do joelho acabam sendo muito exigidos”, explica o ortopedista.
Caio Souza avisa que “esses exercícios só devem ser feitos por quem está muito bem condicionado e sob a orientação de um bom educador físico, caso contrário irão levar a lesões nos joelhos”
O médico lembra que para obter os benefícios dos exercícios de flexão dos joelhos, as pessoas podem fazer flexões parciais do joelho, que é quando eles não se dobram mais de 90 graus. “Dessa forma, é possível treinar a força de forma eficaz, sem sobrecarregar as articulações. Na dúvida, converse com um médico da sua confiança”, orienta Caio Souza.
Fonte: Jornal de Brasília



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domingo, 28 de agosto de 2016

RELAÇÃO ENTRE A POSIÇÃO DA MANDÍBULA E A POSTURA CORPORAL

Relação entre a posição da mandíbula e a postura corporal



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Do ponto de vista evolutivo, a postura vertical dos seres humanos exigiu profundas mudanças em componentes estruturais do crânio e do corpo. 

Com a mudança do centro de gravidade, a postura bípede, ereta, necessitou então de um alinhamento de todas as estruturas corporais ao longo de um eixo vertical e, para poder equilibrar a cabeça no ponto mais alto dessa estrutura, uma mudança no formato do crânio ocorreu. 

Isso implicou sérias modificações nos maxilares, nas vias aéreas e novas vias neuromotoras que deveriam controlar o sinergismo muscular de forma a manter o equilíbrio vertical e ainda assim permitir que o indivíduo estivesse pronto para se movimentar.



Todas essas mudanças implicaram a incorporação do sistema mandibular na parte pré-cervical do sistema postural. O maxilar inferior, além de ser a ferramenta natural para esmagar os alimentos, tornou-se então um componente estrutural do mecanismo de postura da cabeça.

Com isso o trajeto das vias aéreas, que nos quadrúpedes se encontra basicamente na horizontal, precisou se “torcer” para manter a nova angulação da cabeça e recuar para acomodar os maxilares mais curtos, criando uma curiosa relação com a articulação temporomandibular, pois os côndilos ( ou cabeças) mandibulares evoluíram para transladar, ou seja, se mover para longe da fossa articular, fazendo com que o ponto de rotação da mandíbula seja próximo ao centro do ramo mandibular e não nos côndilos. Abrir a boca rotacionando apenas nos côndilos implicaria um abaixamento e recuo acentuado do queixo com compressão das vias aéreas .

Atualmente a ciência possui novas evidências quanto a relação das vias aéreas e da ATM com relação à postura do corpo. Se sabe, por exemplo, que a mandíbula é parte integral do sistema postural, que gera movimentos compensatórios durante a locomoção e cuja condição da ATM e relação muscular com o osso hióide, interfere na respiração e na capacidade motora e força cervical. Então por quê a confusão com a oclusão?

O que leva muitos dentistas da OFM e fisioterapeutas a perceberem na prática clínica uma relação entre a oclusão e a postura é o fato de que muitas dessas más oclusões são consequências de patologias da ATM e de alterações das vias aéreas, estas sim, as verdadeiras causas das alterações posturais. Muitos são os exemplos que podem ser utilizados para ilustrar essa situação:

Os retroposicionamentos condilares traumáticos e processos degenerativos articulares podem produzir uma “má oclusão de classe II”, em função da retrusão mandibular e com isso afetar também as vias aéreas; as obstruções nasais, com consequente respiração bucal, costuma produzir uma má oclusão do tipo “mordida aberta anterior” e assim por diante…

Esses fenômenos sim são justo aqueles que o dentista ou fisioterapêuta observa na clínica: um paciente com uma má oclusão e uma má postura, que parecem estar relacionadas, mas é preciso entender que a má oclusão em si é também uma consequência e não a causa da situação. As artropatias temporomandibulares e alterações respiratórias são os verdadeiros responsáveis pelas alterações posturais.
Fonte: patologiadaatm.com.br









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