quinta-feira, 21 de abril de 2011

DOR NO QUADRIL, CUIDADO PODE SER BURSITE DE QUADRIL





A bursite do quadril também chamada de bursite trocanteriana é o nome de um conjunto de processos inflamatórios que ocorrem nas estruturas que se localizam no trocânter maior do fêmur. 


Estes processos inflamatórios podem ser dos tendões dos músculos glúteos, em especial do glúteo médio, ou mesmo do músculo tensor do fáscia lata.

A bursa trocanteriana propriamente dita, pode ser sede desta inflamação isoladamente ou em conjunto com os tendões devido a sua proximidade.






As mulheres são mais afetadas que os homens e a bilateralidade é comum. 


Geralmente aparece dor na face lateral da coxa, 
com irradiação para o joelho, 
que se exacerba ao se cruzar às pernas, 
ao correr e ao deitar-se sobre este lado. 


A observação do alinhamento dos membros inferiores e avaliação muscular devem ser realizadas.


Radiografias são utilizadas para se observar a presença de calcificações, que é sinal da cronicidade da lesão, a forma da articulação do quadril, fator que pode predispor ao processo inflamatório e a presença de artrose (desgaste da articulação).

Exames podem ser solicitados como o ultrassom ou a ressonância magnética que pode detectar líquidos nas bursas ou nas bainhas tendinosas e a sua degeneração, podem ser utilizados, porém com uma grande incidência de falsos negativos (exames normais porém com o quadro clínico).O tratamento fundamenta-se na reabilitação fisitoterápica. Para os casos resistentes as infiltrações com corticoesteróides devem ser cogitadas.

O tratamento cirúrgico reserva-se para casos resistentes ao tratamento anterior, podendo ser via artroscópica ou aberta.

A recidiva é comum devido a sua causa multifatorial. É comum a recorrencia dos quadros de dor em especial quando associados ao quadro de artrose de quadril.




Como é tratada?




O tratamento pode incluir:
• Compressas de gelo sobre a face lateral do quadril por cerca de 20 a 30 minutos, a cada 3 ou 4 horas, por 2 a 3 dias - ou até que a dor passe.

• Antiinflamatórios prescritos pelo médico.

• Injeção de medicamentos, como cortisona, na bolsa sinovial para reduzir o edema e a dor

• O uso de coxins protetores, mais macios, para que quando deitar não apóie a região afetada sobre uma superfície dura,

• Evitar fechar, forçadamente, os membros inferiores passando uma perna sobre a outra, por exemplo, para não tensionar a musculatura e a fáscia sobre o trocanter.









Quando retornar ao esporte ou à atividade?
O objetivo da reabilitação é que o paciente possa retornar ao esporte ou à atividade, o mais rápido e seguramente possível.

Se o retorno for precoce, existe o risco de agravar a lesão e causar danos permanentes ao paciente.

Como cada caso é diferente do outro, o retorno ao esporte dependerá da ausência da inflamação e da dor, não existindo um protocolo ou número exato de dias indicado para este retorno.

Geralmente, quanto mais tempo se demora para buscar auxílio e tratamento médico, após a presença dos sintomas da lesão, maior será o tempo para recuperá-la.

Para voltar ao esporte com segurança, o paciente precisa conseguir realizar, progressivamente, os itens descritos na lista abaixo:
• Possuir total alcance de movimento e força da coxa lesionada em comparação com a sã.

• Correr em linha reta sem sentir dor ou mancar.

• Correr em linha reta, a toda velocidade, sem mancar.

• Fazer viradas bruscas ou abruptas a 45º, inicialmente a meia velocidade e, posteriormente, a toda velocidade

• Correr, desenhando no chão um "8" de 18 metros.

• Fazer viradas bruscas ou abruptas a 90º, inicialmente a meia velocidade e, posteriormente, a toda velocidade.

• Correr, desenhando no chão um "8" de 9 metros.

• Pular com ambas as pernas sem sentir dor e pular somente com o lado lesionado sem sentir dor.




Como evitar a bursite trocanteriana?
A melhor forma de prevení-la é aquecer e alongar corretamente os músculos da parte externa superior da coxa, e uma vez compreendido o mecanismo que em você causa os sintomas, evitá-lo.





VEJA TAMBÉM MATÉRIA PUBLICADA EM
12 AGO 2010
DOR NO QUADRIL PODE SER PUBALGIA





23 comentários:

  1. Sr.Roberto estou com diagnostico de bursite trocanterica,dentro da fisiotepia quais os aparelhos e metodos que podem auxiliar de forma mais complexa e rápida? depois de ler seus escritos percebi que o fisioterapeuta é o agente que pode mais rapidamente dizimar essa questão e como paciente de convênio onde a quantidade de atendimentos é muito extensa,nem sempre temos o acompanhamento necessário do fisioterapeuta,então minha pergunta é,quais os meios e aparelhos utilizados podem agilizar o processo de desinflamação e como posso saber se os meios utilizados então surtindo efeito?

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  2. Etiene
    Em uma fase aguda inicialmente nos cinco a sete primeiros dias, o tratamento será basicamente antiinflamatório.

    Estará indicado o repouso relativo, pelo que se pedirá ao paciente que reduza sua atividade e permaneça mais tempo no leito.

    Somente em casos mais agudos se aconselhará que utilize uma bengala para reduzir o peso sobre a articulação.


    Será utilizada a eletroterapia de alta freqüência (microondas e ondas curtas) por ser de maior penetração, já que certas bursites se localizam profundamente.


    Além de ultra-som pulsátil em baixas doses. Sudek (1993) sugere no caso da bursite trocanteriana a utilização de crioterapia(gelo).


    A fase dita crônica se inicia quando diminui a dor aguda (geralmente após uma semana) e termina com a total remissão do processo agudo.

    Serão mantidas as mesmas condutas antiinflamatórias da fase aguda até se completarem duas semanas de tratamento.

    Em caso de haver limitação articular (o que nem sempre ocorre) deve-se iniciar mobilizações passivas.

    Nos casos de bursite trocanteriana é sugerido o alongamento dos tecidos, que por ventura apresentam contratura, como o músculo extensor da grande fáscia e iliotibial, assim como exercícios para aumentar a força dos abdutores do quadril e massagem profunda para aumentar a flexibilidade da banda iliotibial.

    A correção do mau alinhamento com órtese para corrigir diferenças de comprimento dos membros inferiores ou falhas do mecanismo da marcha e dos erros de treinamento (superfície da corrida) costumam dar bons resultados.

    Nos demais casos se houver uma diminuição da força muscular, o que ocorre sempre nos processos crônicos, deve-se iniciar a tonificação com exercícios resistidos.

    Atenciosamente

    Roberto Quintana e equipe

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  3. Sr. Roberto,

    Há cerca de 01 ano, fui diagnosticada de bursite no quadril e estou tratando com antiinflamatórios(Celebra,Nisulid,Duodecadron), uma infiltração e sessões diárias de fisioterapia(30 sessões); apesar de diminuir a dor, o problema continua... o que devo fazer neste caso????? meu médico quer fazer uma 2ª infiltração e isto pode dar algum problema na articulação? estou com dúvida tbm qto ao tempo de tratamento... é longo????
    Obriga, e em seu aguardo,
    Zelma Galle.

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  4. A infiltração é usada geralmente para tratar dores intensas, como auxiliar no tratamento com medicações orais ou quando essas medicações não estão fazendo o efeito esperado.

    A infiltração injeta uma substância no organismo é e fundamental que quem o realize conheça a anatomia do local e as substâncias injetadas.

    Somente o médico tem tal conhecimento.

    Como todo procedimento médico não é isenta de complicações, porém, sendo feita por médico com uma boa indicação em geral apresenta baixo risco de complicações.

    Os riscos da infiltração articular são menores que numa infiltração muscular, pois ocorre uma menor incidência de absorção rápida da substância. A articulação não tem vasos sanguíneos. Em compensação é mais difícil de fazer uma infiltração aticular, pois requer um conhecimento profundo da anatomia e uma excelente visão espacial.

    Obriga o ortopedista a acertar uma área de cerca de 1 centímetro cúbico à 3 ou 4 cm da pele. Articulações profundas como o quadril em geral requerem o auxilio do intensificador de imagens para uma boa infiltração.

    A infiltração, por ser um método de tratamento invasivo raramente é o primeiro método de escolha numa lesão.
    Costuma ser indicada naqueles casos onde o tratamento convencional, a base de anti inflamatórios, fisioterapia, alongamentos e fortalecimento muscular falhou.

    Normalmente são usadas na infiltração uma combinação de 2 medicamentos: xilocaína (anestésico) e corticóide (anti inflamatório hormonal).

    Não existe uma regra fixa quanto ao intervalo entre 2 infiltrações. Deve sempre se usar o bom senso, pesando os prós e contras do procedimento.

    Em termos gerais não se aconselha que a infiltração seja um procedimento de rotina.

    Atenciosamente

    Roberto Quintana e equipe

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  5. Boa noite Dr. Roberto,

    há uns 15 dias senti dores como as descritas após praticar uma corrida. Insistente a dor busquei um ortopedista que após um ultrassom diagnosticou-me com esta bursite troncateriana. Daí, então, passou-me 10 sessões de fisio. Porém, por trabalho, tive que fazer a fisioterapia distante da possibilidade do acompanhamento pelo médico que me diagnosticou; e passadas 10 sessões minha fisioterapia consiste em eletroimpulsos, infravermelho e laser, mas receio poder estar num tratamento inadequado por faltar-me exercícios de alongamento ou fortalecimento. Queria saber se há um tempo certo pra esta fase, se ela varia de paciente a paciente, se chega a ser dispensável pra algum tipo de paciente? Grato pela atenção e esclarecimento.

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  6. O tratamento ideal é com a complementação através de exercícios de fortalecimento e também com diversos alongamentos que irão aliviar as dores sentidas pela bursite.

    Alongamentos, perda de peso (se for o caso), fortalecimento dos tendões ajudam a prevenir novas lesões.

    Lembrando sempre que cada caso é diferente do outro, portanto varia de paciente a paciente e somente com a avaliação do fisioterapeuta poderá ser determinado o prazo ideal para início dos mesmos.

    Atenciosamente
    Roberto Quintana e equipe

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  7. Boa noite!

    Gostaria, se possível, de um esclarecimento, pois tenho bursite trocanterica bilateral, faço acupuntura, já fiz infiltração com a reumatologista por causa das dores. Sinto muita dor quando deito para dormir. Estou com sobrepeso e gostaria de perder, porque acredito que agrave o problema. Minha duvida é: estou querendo comprar uma bicicleta ergometrica horizontal, uma vez que tenho também hérnia de disco. Essa atividade física seria recomendada?
    Agradeço a atenção!

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  8. Outro aparelho que me foi indicado, foi o elíptico, que seria de baixo impacto e melhor para o meu caso do que a bicicleta ergometrica horizontal, não tenho tempo de fazer natação ou hidroginastica. Esse aparelho seria recomendado? Fortaleceria membros inferiores e emagreceria com qualidade e sem prejudicar meu quadril e coluna?
    Agradeço, desde já, qualquer informação. Obrigada!

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  9. Rejane

    Como a bicicleta ergométrica o elíptico também não força tanto as articulações.

    Portanto torna-se uma opção muito boa para pessoas com algum tipo de problema articular.

    O elíptico é um equipamento completo, mas requer mais atenção, por ter movimentos simultâneos em pernas e braços, envolve um esforço maior e a coordenação entre os membros. Mas os resultados valem à pena.

    O exercício feito em elíptico proporciona um trabalho muscular completo em todos os membros, com possibilidade de exercícios mais localizados.

    Movendo as pernas para trás, são exercitados os glúteos, a parte posterior das coxas e as panturrilhas.

    Os benefícios do elíptico são muitos e oferecem uma grande queima calórica além de uma possibilidade de grande variedade de exercícios, movimentando tanto as pernas quanto os braços.

    O elíptico oferece um impacto menor para os membros que outros equipamentos de atividade aeróbica como a bicicleta, portanto torna-se o mais indicado para pessoas com problemas nas articulações.

    Atenciosamente
    Roberto Quintana e equipe

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  10. Boa noite, Dr. Roberto:
    Há vários anos que tenho dores na parte superior da coxa, mas os médicos sempre me disseram que era da escoliose. Em julho de 2012, tive dores muito fortes e fui a uma consulta com um ortopedista especializado na anca. Após um RX e uma Ecografia foi-me detectada uma bursite troncateriana. Fiz logo uma infiltração e melhorei bastante.
    Duas semanas depois o médico indicou-me 15 sessões de Fisioterapia. Antes de a iniciar, fui um dia à praia e voltaram as dores fortes, assim que comecei a caminhar sobre a areia. Deitei-me na toalha sobre a areia e as dores foram horríveis. Tive que sair da praia e desde esse dia estou com dores muito fortes. O meu ortopedista está de férias e não sei se deva ou não iniciar a fisioterapia. Gostaria de saber a sua opinião sobre estes acontecimentos: o caminhar sobre a areia e o inicio ou não da Fisioterapia.
    Gosto muito da praia, mas tenho receio de lá voltar e piorar mais.
    Com os meus cumprimentos
    Maria

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  11. Maria

    O caminhar na areia é uma atividade ótima, se o exercício for na areia fofa ou molhada ainda tem a vantagem de provocar menos impacto nas articulações dos tornozelos, joelhos, quadril e coluna.

    A areia, especialmente a fofa, aumenta o esforço da atividade aeróbica, exigindo maior trabalho dos músculos, o que favorece o ganho de massa muscular nas coxas, pernas e glúteos.

    No terreno fofo, os pés fazem exercícios de propiocepção provocados pelas passadas e pisadas diferentes. O dispêndio de maior esforço também melhora a condição cardiopulmonar.

    Outra vantagem é que a areia também trabalha a sola do pé, massageando-a, naturalmente.

    Evite terreno inclinado ou irregular: Na areia é preciso evitar as inclinações laterais para o peso na caminhada não sobrecarregar uma das pernas e refletir nas articulações, principalmente as do joelho e claro também a articulação do quadril.

    Atenção à postura: O dispêndio de mais esforço pode levar ao descuido postural. Não esqueça de manter o abdômen contraído, a postura ereta e a cabeça levantada.

    Maria, você poderá dar continuidade ao tratamento fisiterapêutico que vem desenvolvendo sem problemas, a parte de analgesia promocionada pelo tratamento é de grande valia, porém é importante evitar excessos.

    Atenciosamente
    Roberto Quintana e equipe

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  12. Olá Dr. Meu nome é Ana tenho bursite trocanterica bilateral, faço acupuntura e fisioterapia....as dores ainda são insistentes o medico ainda nao quer fazer infiltrações devido minha idade...gostaria de saber se além de higroginastica e natação posso fazer pilates...
    grata pela atenção....

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  13. Anlu, o Pilates respeita a biomecânica do corpo humano, trabalhando-o de forma equilibrada, respeitando os limites de movimento de cada articulação, sem sobrecargas.

    Ao mesmo tempo, exercita nossa atenção, concentração e controle, atuando também no nível mental.

    Seus seis princípios (respiração, fortalecimento do centro, fluidez, controle, precisão e concentração) podem ser praticados por todos, com qualquer nível de condicionamento físico. Logo que são assimilados, esses princípios podem ser transferidos para toda e qualquer atividade física que desejamos realizar, em qualquer fase da vida.

    Portanto é possível realizar a atividade de Pilates sem problemas para a bursite trocantérica, No entanto há algumas posturas que seu instrutor deve evitar para não aumentar o atrito na região referida.

    Atenciosamente
    Roberto Quintana e equipe

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  14. Dr, fiz uma cirurgia de pubalgia e tenho bursite troncateriana, gostaria de saber qual vai ser os procedimentos fisioterápicos que tenho que fazer? será que com todos esses problemas vou conseguir fazer esportes de novo sem dor?

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  15. Carlos Raphael

    Geralmente nos cinco a sete primeiros dias, o tratamento será basicamente antiinflamatório.

    Portanto neste caso estará indicado o repouso relativo, é pedido que se reduza a atividade e permaneça-se o maior tempo no leito.

    Em casos mais agudos se aconselha que se utilize uma bengala para reduzir o peso sobre a articulação.

    É utilizado também a eletroterapia de alta freqüência.

    Além de ultra-som.

    É possível também a utilização de crioterapia(gelo).



    Na Fase crônica, quando diminui a dor aguda (geralmente após uma semana) e termina com a total remissão do processo agudo. Serão mantidas as mesmas condutas antiinflamatórias da fase aguda até se completarem duas semanas de tratamento.

    Em caso de haver limitação articular deve-se iniciar as mobilizações passivas.

    É interessante o alongamento onde se apresente contratura, assim como exercícios para aumentar a força.


    Atenciosamente

    Roberto Quintana e equipe


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  16. Bom dia Dr.Roberto Quintana,

    Dr. gostaria de saber se a pubalgia somente ocorre normalmente em mulheres pois sou professor de lutas e Licencido em Educação Física e nos ultimos meses venho tendo dores do lado direito na região pubiana no qual fiz todos exames desde ressonancia da Coluna no qual estou tendo uma pequena protusão e Próstata , exames de sangue e etc... devido durante minha ereção sentir dores nessa região seria reflexo de um começo de Pubalgia do lado direito da cintura Pélvica junto ao Femur?
    O Sr. acha que pode ser um principio de Pubalgia?
    Dr. caso possivel mando o meu e-mail para alem da publicação também receber via e-mail sua resposta : oswaldovifi1@gmail.com agradecido.

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  17. Dr Roberto Boa Tarde! a 3 anos venho sentindo dores terríveis no quadril esquerdo, fui em vários ortopedistas e todos falaram que não era nada, pois nos raio x não dava nada até que um dia fiz uma ressonância e foi detectado tendinide de quadril tomo os remedios indicados mais não melhora ai fui em um reumatologista e ela me falou que é bursite ela passou fisioterapia só que vendo aqui os comentários minha dor é diferente de todos, pois sinto dores ao andar e em ficar em pé por muito tempo, sentada e deitada não doi. pode mesmo ser bursite? vou fazer outra ressonância essa semana. me ajuda!! Obrigada.

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  18. Mismelena Santos

    Quem possui bursite de quadril refere dor na região lateral do quadril, na região do trocanter.

    Essa dor pode se irradiar para a parte lateral ou póstero da coxa. Ao realizar movimentos como subir escadas ou até mesmo no andar, a dor pode se acentuar e muitas vezes é incapacitante.
    A dor à palpação também é muito comum.

    O principal sintoma da bursite do quadril é a dor no movimento do quadril e também ao deitar sobre o lado afetado.

    A dor geralmente se estende para fora da área da coxa. Nos estágios iniciais, a dor é geralmente descrita como aguda e intensa.

    Mais tarde, ela pode apresentar-se como uma dor mais difusa.

    Normalmente, a dor é pior à noite, quando deitado sobre o quadril afetado e também quando se levanta de uma cadeira depois de estar sentado durante algum tempo.

    A dor surge também em outras situações ao ficar em pé por tempo prolongado, subir escadas ou agachar.

    Estes são sintomas gerais no caso de bursite do quadril, lembrando sempre que cada pessoa tem características pessoais referentes ao quadro dor, portanto cabe ao clínico responsável, avaliar caso a caso.

    Atenciosamente

    Roberto Quintana e equipe

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  19. Dr.Roberto Quintana,
    tenho dores na perna altura do quadril,fui ao medico ele pediu ultra sonografia,
    o resultado foi calcificação dos tendões do glúteo. Faço fisio uma vez p/semana
    a 3 meses e não tive melhora, resolvi colocar gelo por minha conta e melhora bem,
    gostaria de saber qual o tratamento ideal e se o gelo só alivia as dores no momento. André


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  20. André
    O tratamento nem sempre é fácil, e por vezes precisamos nos valer de outros métodos mais sofisticados para chegar a um bom resultado, como a terapia por onda de choques ou até mesmo a cirurgia, para ressecção da ossificação e plástica do tendão afetado.


    O tratamento inicial é conservador com repouso, utilização de medicamentos anti-inflamatórios e analgésicos.

    Durante algumas fases (principalmente na fase reabsortiva), a dor pode ser muito intensa. Neste período o mais importante é o repouso e o controle correto da dor.

    O tratamento com reabilitação fisioterápica será prescrito. Primeiramente, a terapia se concentra em aliviar sua dor e inflamação. Os tratamentos podem incluir calor ou gelo. Os terapeutas podem aplicar tratamentos com ultra-som.

    Terapia por ondas de choque é uma nova forma de tratamento não cirúrgico. Ela usa uma máquina que gera pulsos de ondas de choque para a área dolorida.

    Este tratamento ainda está em fase experimental e ainda não possui dados concretos na literatura médica que comprovem seu real valor no tratamento desta patologia.

    Atenciosamente
    Roberto Quintana e equipe

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  21. Boa Noite... gostaria de saber se o colágeno ajuda na calcificação no femur , pois tenho calcificação no femur e artrose nos dois joelhos, e o ortopedista passou um tratamento de seis meses com colágeno para artrose...por favor me responda doutor Roberto...

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  22. O colágeno é uma proteína. Sua função é primordialmente estrutural, ou seja, proporciona sustentação às células, mantendo-as unidas, sendo o principal componente protéico de órgãos como a pele, ossos, cartilagens, ligamentos e tendões.

    O colágeno é como um bloco de construção do corpo. Ele nos mantém com aparência jovial e saudável, e por isso cada vez mais as pessoas tem procurado tomar colágeno (quer seja em pó, em cápsulas ou alimentos com colágeno).

    Esta proteína representa cerca de 30% de toda esta estrutura no organismo humano. A partir dos 25 anos (aproximadamente, esta idade varia de acordo com aspectos genéticos e ambientais), passamos a sofrer uma perda de colágeno por volta de 1% ao ano.

    Aproximadamente aos 50, o organismo passa a produzir apenas cerca de 33% do colágeno necessário para os órgãos de sustentação. Ou seja, não há uma produção/reposição adequada do colágeno no organismo.

    Esta é apontada como uma das principais causas dos sinais do envelhecimento, uma vez que com a diminuição do colágeno os músculos ficam flácidos, a densidade dos ossos diminui, as articulações e ligamentos perdem sua elasticidade e força, e a cartilagem que envolve as articulações fica frágil e porosa.

    A deficiência de colágeno está também associada com a diminuição da espessura do fio capilar e com a desidratação e perda de elasticidade da pele, culminando em flacidez e no aparecimento de estrias, celulites e rugas.

    Colágeno, que representa 90% da massa orgânica do osso, foi identificado como eficaz na prevenção de doenças ósseas. Vários estudos têm demonstrado que a ingestão diária de 10g por dia de Colágeno por 4-24 semanas, aumenta densidade mineral óssea.

    Pesquisadores lançaram luz sobre o mecanismo de ação do Colágeno , e mostraram que a matriz extracelular na qual as células crescem é determinante para sua diferenciação.

    O uso diário de Colágeno na dose de 10g proporciona: Restauração da densidade mineral óssea para níveis saudáveis, aumento do tamanho dos ossos e os torna mais fortes, estimula a formação óssea ao invés da reabsorção, estimulando assim o seu crescimento, reduz de forma rápida de eficiente as dores nas articulações que de alguma forma sofreram grande degradação, acumula nas cartilagens após 12 hora da ingestão tornado o tratamento rápido e suave.

    Atenciosamente
    Roberto Quintana e equipe



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  23. Boa noite Dr. tenho lesão labral com bursite e tendinose nos glúteos médios, já fiz cirurgia mais tive recendiva da lesão na ultima sexta-feira dia 11 fiz uma infiltração articular, mais já estou sentindo dores novamente não faz nem 3 dias que fiz a infiltração isso é normal? Será que terei que refazer a cirurgia?

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