quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

DEMÊNCIA FRONTO-TEMPORAL: CARACTERIZA-SE POR ATROFIA CEREBRAL FRONTAL E TEMPORAL


Ressonância magnética cerebral em um dos pacientes com demência frontotemporal.
Nas imagens observa-se uma atrofia fronto temporal de predomínio direito.

A Demência Fronto-Temporal (DFT) apresenta um quadro clínico de deterioração mental progressiva com afasia grave e distúrbios comportamentais associados à degeneração (atrofia) temporal esquerda ou fronto-temporal.


Sua evolução é rápida, em geral, deteriora em um ano ma
s, por vezes, chegando a 5-10 anos.


Esse tipo de demência é às vezes chamada de Complexo de Pick, é caracterizada por atrofia do cérebro nas regiões frontal e temporal. Foram descritas várias patologias de base necessárias ao desenvolvimento desse tipo de demência: Doença de Pick; demência com histopatologia inespecífica; e Demência Fronto-Temporal com Parkinson associado à proteína tau anormal e mutação no cromossomo 17.


A demência ou doença de Pick é uma demência progressiva definida por critérios clínicos e patológicos precisos. A doença de Pick afeta principalmente os lóbulos frontais e temporais.


O início da DFT é, predominantemente, em um grupo de pessoas mais jovens que em outras demências. Cerca de 20% dos casos mostram um padrão de herança autossômico dominante (Cummings, 1992).

No quadro clínico da DFT podem prevalecer distúrbios de personalidade e comportamento, caso as lesões sejam frontais ou, se forem temporais, com afasia progressiva com demência semântica (Hodges, 1992, Neary, 1998).

Se inicialmente surgem alterações de comportamento, personalidade ou da fala, os problemas de memória na Demência Fronto-Temporal aparecem mais tardiamente, tornando difícil o diagnóstico de demência. 


Da mesma forma, está prejudicado o diagnóstico precoce quando se utiliza o Mini-Exame de Estado Mental (MMSE -Mini-Mental State Examination), que pode não detectar anormalidades em pacientes que com DFT quando as alterações são mais frontais.

O diagnóstico por imagem pode exibir uma atrofia focal das áreas frontais e/ou temporais, que é freqüentemente assimétrica. Embora possam ser necessários testes neuropsicológicos mais complexos para o diagnóstico da DFT, privilegia-se uma boa entrevista com familiares sobre alterações de personalidade.

69 comentários:

  1. Meu marido foi diagnosticado com esta demencia fornto temporal. GOstaria de mais esclarecimento, pois os psiquiatras não falam muito claro o que vai acontecer com ele. Os sintomas começou em dezembro 2009 e a hipotese que fosse esa dememncia foi cogitada em abril. Hoje ele toma alguns remedios mas os sintomas amenizaram mas a depressão e desanimo esta cada vez mais acetuada.
    O que tenho que fazer , atualmente ele está internado , eu trabalho fora e não temos ninguem para ficar com ele.
    Em fim quero orientações mais clara de como meu marido vai ficar e o que devo fazer.
    Agradeço desde já a atenção.
    Sueli Portellinha
    Londrina
    43-3322-8697

    ResponderExcluir
  2. Olá, foi realizado o exame de ressonância em minha mãe, segundo pela avaliação do psiquiátra,
    ela esta no quadro de demencia fronto-temporal, gostaria de saber qual tratamento mais adequado no momento para este tipo de paciente, o que a familia poderia ajudar fora o apoio que já esta dando no momento ou se algum tratamento eficaz atualmente.
    Desde já agradeço.
    Luciano - RJ
    lsfelg@hotmail.com

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Minha mãe tem, faz 6 anos, mas está no estágio final, uma doença que não tem cura, cada vez a pessoa fica pior.

      Excluir
    2. Este comentário foi removido pelo autor.

      Excluir
  3. O tratamento ajuda a melhorar o comportamento e as relações sociais, mas ainda não se consegue interferir na evolução da doença, que lamentavelmente ainda não é bem conhecida.

    Até o momento, a maior parte dos esforços relacionados à Doença Fronto Temporal esteve focada no diagnóstico e na compreensão da causa desta situação.

    Aconselhamento, fisioterapia motora, fonoaudiologia e psicoterapia ajudam a minimizar o desconforto que esta doença traz para o paciente e seus familiares. O tratamento depended do quadro clínico apresentado pelo paciente.

    Para a depressão, medicamentos pode ser útil, ainda que não existam grandes evidências apoiando o seu uso na Doença Fronto Temporal.

    As abordagens terapêuticas farmacológicas ainda se encontram em fase de pesquisa e não podem ser recomendadas com base em evidências específicas.

    ResponderExcluir
  4. Moacir

    Quanto mais se conhece a interação cérebro - mente mais as diversidades no diagnóstico são aumentadas, nunca se excluindo o neurológico do psicológico e nem o neurológico do psicológico.

    Nas doenças mentais o limite que separa o normal do patológico nem sempre é claro quando se refere à personalidade, ao comportamento ou ao caráter .

    Mas geralmente o diagnóstico psiquiátrico se baseia mais em informações subjetivas, no caso os sintomas.

    Sintomas estes comportamentais, cognitivos e também sensações subjetivas que na verdade, são difíceis de quantificar e dependem da capacidade do paciente em defini-los para que sejam compreendidos.

    As doenças psiquiátricas geralmente não podem ser confirmadas por exames de laboratorio .

    Os diagnósticos são baseados em sinais e sintomas que permitem diagnosticar um quadro, definindo assim o tratamento.

    Já a abordagem neurológica se baseia no princípio de que todas as manifestações clínicas referentes ao Sistema Nervoso Central (SNC) têm uma localização anatômica e fisiológica precisa.

    Na neurologia os exames anátomopatológico geralmente confirmam o diagnóstico.

    ResponderExcluir
  5. Meu pai tb foi diagnosticado com DFT. Há uns 4 anos começaram sintomas de esquecimento, dificuldade na realização de pequenas tarefas. Mais tarde, começaram episódios de agressividade verbal e físicas. Hoje, ele está medicado com Ebix e Seroquel, mas parece que depois dessa medicação ele tornou-se ainda mais agressivo! O que fazer? Já passamos com vários especialistas, e todos tem certeza que a medicação está correta, mas pergunto: qual é a real função desse tratamento de alto custo? Estagnar a evolução da doença? Dimimuir a agressividade? Até agora, não vi melhoras, pelo contrário, estamos em vias de interná-lo. Além disso, ele fala sozinho o tempo todo, tem alucinações, bate no espelho quando se v~e refletido...estamos desorientados...

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá, meu pai tem esta mesma doença.. Levamos ele no Dr. Ricardo Nitrini, medico especialista em demenciais em sao Paulo.. Seu pai toma algum antidepressivo ou ansiolítico?? Meu pai não ficou agressivo. Acho que nos descobrimos logo a doença e logo após diagnosticada a doença já entramos com os medicamentos..mé triste demais esta doença né!! É progressiva demais e não tem cura!!

      Excluir
  6. O que fazer para prevenir da demência frontotemporal? Meu pai tem, é muito triste a situação dele, da família...li que tem fator genético. É verdade? Pois não há histórico familiar, ele é o primeiro caso da família. Gostaria de saber quais exames meus irmãos e eu poderíamos fazer para sabermos se temos essa predisposição.

    ResponderExcluir
  7. Para evitar qualquer tipo de demência é necessário educação contínua, estudar e compor música por exemplo, escrever ajuda bastante, estudar uma língua estrangeira, praticar atividades físicas e outras atividades que envolvam a mente podem prevenir o desenvolvimento de déficits de atenção, memória e de demências.

    Além de um equlíbrio na alimentação, sono e controle do stress.

    As pessoas que sofrem da demência fronto temporal, geralmente têm um historico familiar de demência, que sugere que um forte fator genético contribui para a doença.

    A revista Neurology, edição de número 50, diz que os fatores familiares na Demência Frontotemporal estão presentes e que a idade de início da demência nos parentes dos pacientes com Demência Fronto-Temporal é em média 10 anos mais cedo do que a idade de início da demência em geral, além de ter um percentual mais elevado de incidência familiar, ao contrário da demência de Alzheimer que não é tão alta como neste tipo.

    ResponderExcluir
  8. marcilio_barretto@hotmail.com31 de agosto de 2010 19:25

    Meu pai foi diagnosticado a 1 mes atrás com essa Demencia Fronto temporal. A uns 4 anos atrás começamos a notar pequenos esquecimentos e distrações, mas não levamos muito a serio porque ele sempre foi assim. Ele sempre fez esporte todos os dias, tinha uma alimentação boa e sempre foi muito ativo, lia muitas revistas e desenhava e pintava quadros. Mas de um ano para cá, depois de uma queda em casa, onde ele disse não lembrar do que aconteceu, o quadro começou a piorar. Ele teve que para de dirigir, mas continuou fazendo esportes todos os dias, agora a 20 dias atrás ele teve outra queda no banheiro e foi para o hospital, não machucou nada mas parece que ele piorou de uma hora para outra. Esta com muita dificuldade de andar e a fala bastante prejudicada. É assim ? A doença avança rapido desse jeito ? O que podemos fazer para ajudar ? Alguem tem experiencia com algum tipo de tratamento ? Essa doença pode se agravar com algum tipo de depressão ? Se alguém souber de detalhes para me ajudar eu ficarei muito grato.

    ResponderExcluir
  9. Marcílio
    A Doença fronto temporal é progressiva, levando o paciente a incapacidades com variável tempo de evolução.


    Marcílio, muito pode ser feito para melhorar os sintomas apresentados.

    Saber mais sobre a doença e compreender o por que, que a pessoa está se comportando de determinadas maneiras, podem ajudar os familiares a lidarem melhor com a doença.

    O início das alterações de comportamento geralmente é rápido.

    Os pacientes começam com pequenas alterações de consciência e o que acontece em torno dos 2 primeiros anos depende principalmente da localização da disfunção.

    Indivíduos com uma disfunção ORBITOFRONTAL desenvolvem um comportamento agressivo e anti-social. Neste caso distúrbios obsessivos e repetitivos são comuns.

    Já os pacientes com disfunção FRONTAL ou DORSOLATERAL desenvolvem déficits de atenção ou mesmo amnésia, e depressão.

    Você cita dificulade para andar , o que é bastante comum e também dificuldade no falar.
    Os distúrbios da fala e da linguagem em geral evoluem rapidamente, e tendem a ser mais intensos que o comprometimento da memória.

    Atenciosamente

    Roberto Quintana e equipe

    ResponderExcluir
  10. minha sogra teve avc 8 anos atraz e agora teve desmaios constantes levei no neorologista e deu este resultado presença de leve atividade lenta generalizada a predominio temporal direito o que e realmente obrigada .

    ResponderExcluir
  11. Prezada senhora
    Torna-se difícil a avaliação sem maiores informações.

    É importante o esclarecimento com o próprio neurologista em questão.

    Havendo necessidade entre em contato pelo nosso e-mail teremos, satisfação em orientá-la.

    Atenciosamente

    Roberto Quintana e equipe

    ResponderExcluir
  12. Olá, Dr. Quintana!
    Meu pai há uns cinco anos vem desenvolvendo um quadro de tremores, recentemente procuramos um médico, a fim de saber se ele estava com mal parkison. Foi indicado pelo médico, uma tomografia da cabeça que irá ser feita. Mas além dos tremores, há mais de um ano, ele vem apresentando uma sensível mudança no comportamento, por vezes está agressivo, não conclui as idéias q inicia, está completamente passivo, se afastou do trabalho. Parece um completo estranho, sem falar que os tremores aumentaram bastante. Dr. será q ele está acometido de Demência fronto-temporal com parkison? qual as particularidades dessa doença?

    ResponderExcluir
  13. A Demência do lobo fronto-temporal (DFT) faz parte dos diagnósticos diferenciais de distúrbios neurodegenerativos comuns, tais como Doença de Parkinson e Doença de Alzheimer - daí sua importância clínica.

    Deve-se suspeitar de DFT em pacientes na faixa dos sessenta anos de idade apresentando alterações na personalidade e no comportamento social, variando desde uma desinibição excessiva até apatia, negligência com a higiene pessoal, sexualidade inapropriada e manipulação insistente de objetos.

    A tomografia computadorizada ou a ressonância magnética podem evidenciar redução do volume encefálico ou mesmo atrofia importante dos lobos temporais e/ou frontais.

    Pessoas com a doença de Parkinson sofrem de rigidez muscular, e tremores de repouso.
    Devido ao tremor e rigidez, a fala fica prejudicada e a marcha arrastada. Algumas pessoas com Parkinson desenvolvem demência geralmente na fase tardia na doença.

    ResponderExcluir
  14. Olá Dr Quintana
    É possível um paciente diagnosticado com um quadro de demencia FTP, começar a "paquerar" mulheres, ter casos extra conjugais, desrespeitar a esposa, afirmando que não sente nada mais por ela? Como fica a área dos sentimentos em pessoas acometidas por esse tipo de demencia e o que fazer?
    obg

    ResponderExcluir
  15. Dependendo da região pré frontal que for acometida poderá manifestar sim alterações dos sentimentos e alterações sexuais.

    Alguns pacientes vão desenvolver alterações de comportamento frontais típicas, tais como falar muito, transtornos sexuais e insistência ao mexer com certos objetos.

    ResponderExcluir
  16. Olá Dr. Quintana,
    Em 1996 meu pai foi disgnosticado esquizofrênico. E até bem pouco tempo vinha sendo tratado como tal, até que um outro médico questionou seu diagnóstico e sugeriu a procura de um neurologista para pedido de ressonancia, o que foi feito. Daí então o diagnóstico de demência frontotemporal. Pelo que tenho lido sobre o assunto, vejo que meu pai, apesar de ter sido considerado estar em grau avançado da doença, está bem. Ele ainda consegue, mesmo que com dificuldades, andar e falar, tem sua memória preservada, lembrando, inclusive de muitos fatos do passado e reconhece todas as pessoas e objetos. Gostaria de receber mais informações sobre a doença e sugestões alternativas para o tratamento.
    Gostaria também de saber se existe algum exame que eu possa fazer para descobrir se tenho a predisposição para desenvolver a enfermidade, uma vez que minhas chances são de 50%.
    Desde já agradeço,
    normac_borges@hotmail.com

    ResponderExcluir
  17. normac_borges



    Na Demência Fronto-Temporal os problemas de memória aparecem mais tardiamente, tornando difícil o diagnóstico de Demência.

    Inicialmente surgem alterações de comportamento, personalidade ou da fala.

    Da mesma forma, o diagnóstico precoce quando se utiliza o exame Mini-Exame de Estado Mental (MMSE - Mini-Mental State Examination), que pode não detectar anormalidades em pacientes que com DFT quando as alterações são mais frontais.

    O diagnóstico por imagem pode exibir uma atrofia das áreas frontais e/ou temporais, que é freqüentemente assimétrica.

    Embora possam ser necessários testes neuropsicológicos mais complexos para o diagnóstico da DFT, portanto uma boa entrevista sobre alterações de personalidade é de extrema importância.

    ResponderExcluir
  18. Olá,meu nome é Eveline moro em Fortaleza.Meu avô fez uma ressonância faz pouco mais de vinte dias e foi diagnosticado atrofia no cérebro,pensei que era Alzheimer,mas na verdade é DFT(ainda não quero crer que seja).Toda a família está muito apreensiva ,pois ele mora em outro estado com minha avó somente e não quer vir morar com a família.Ele apresentou perca de memória e inquietação e está sendo medicado com exelon que é utilizado em pacientes portadores de Alzheimer,gostaria de saber até onde está doença o levará ou nos levará,ele perderá os movimentos?

    ResponderExcluir
  19. Os sintomas da DFT , geralmente, aparecem entre os 40 e os 65 anos de idade.

    A duração deste tipo de demência varia bastante.

    Alguns pacientes deterioram-se rapidamente, num período de dois a três anos, enquanto outros mostram alterações mínimas durante muitos anos.


    Podem apresentar perda da fala e da linguagem, conduta compulsiva ou repetitiva, aumento do apetite e problemas motores, como a rigidez e problemas de equilíbrio.

    Pode também haver perda da memória, embora tipicamente isso ocorra numa etapa avançada da doença.

    Neste tipo de demência, chamada também de doença de Pick, certas células nervosas tornam-se anormais.

    Desconhece-se a causa da doença de Pick.

    A doença, geralmente, começa depois dos 50 anos e causa alterações da personalidade e da conduta, que pioraram gradualmente com o tempo.

    Os sintomas da doença de Pick são muito parecidos com os da doença de Alzheimer e podem incluir uma conduta social inapropriada, perda de flexibilidade mental, problemas de linguagem e dificuldade para pensar e de concentração.

    Os medicamentos podem ajudar a reduzir a agressividade e outros problemas de conduta e tratar a depressão.

    Atenciosamente

    Roberto Quintana e equipe

    ResponderExcluir
  20. Olá Dr. Roberto.
    Meu pai foi diagnosticado com Demencia de Pick, a 2 anos, o quadro dele so vem se agravando o primeiro estagio da doença acreditamos que foi um depressão muito forte, logo apos ele começou a perder a fala, e depois começou a ficar agressivo e muito eletrico andava pra la e pra ca, com a medicação ele começou a ficar mais calmo so que começou a perder a cordenação motora, começou a cair enquanto andava ate que nao dava mais para ele ficar sendo cuidado em casa que descidimos interna-lo numa clinica para idosos. Ele hoje usa fralda, não fica mais sentado e sua musculatura esta bem rigida, todos os alimento precisa ser dado ele nao come mais sozinho, nao anda, nao fala e parece que nem reconhece a minha mae e nos os filhos.
    Nao sabemos mais o que fazer para ajuda-lo, para que ele tenha melhor qualidade de vida, parece que ele esta vegetando. Os exames clinicos tem dado tudo normal, alem dele ter perdido muitos kilos (isso é o que mais preocupa a gente), ele esta muito magro e fragil. Será que essa perda de peso é normal?
    Gostaria de saber se tratamento com fisioterapeuta ajuda a recuperar os movimentos?
    Dr. O que podemos fazer?
    Rosana.
    rosana.loarrivabene@gmail.com
    Grata.

    ResponderExcluir
  21. Ah esqueci de mencionar a idade do meu pai hoje é de 59 anos.

    ResponderExcluir
  22. Rosana

    Na demência frpnto temporal,o que ocorre essencialmente são alterações de comportamento, tais como desinibição, perda da auto- crítica, apatia, mas podem acontecer outros sinais ou sintomas como alterações do comportamento alimentar.

    Uma perda de peso pode ocorrer mesmo com uma ingestão adequada de alimentos.

    Esta perda de peso pode ser uma consequência de uma dieta desequilibrada ou, nas fases tardias, por problemas de deglutição.

    A fisioterapia é sempre bem vinda, pode auxiliar a diminuir os transtornos motores,
    o trabalho do fisioterapeuta é de fundamental importância para potencializar a capacidade e melhorar a qualidade de vida, evitando complicações debilitantes.

    Roberto Quintana e equipe

    ResponderExcluir
  23. Ola Doutor, gostaria que o Senhor pudesse me ajudar, faço tec. em enfermagem e estou cuidando de um Senhor com DFT, quero poder dar o maximo de conforto a ele, faço trabalho para que ele tenha uma boa circulaçao com bolinhas tanto para maos como para pes,faço massagens em seus pes visando uma boa circulação, tento fazer o maximo que ele converse, mas ele so responde o que é perguntado a ele, tem um pouco de dificuldade para se locomover, dificuldades na fala.
    O qaue mais posso fazer para dar um bom conforto a ele Doutor.
    Obrigado pela atenção
    Estudande de Enfermagem

    ResponderExcluir
  24. Estudante de Enfermagem

    Parabéns pelo interesse em proporcionar qualidade de vida ao seu paciente.

    O uso de bolas para ativar a circulação é interessante, mas tente o caminhar porque a tendência deste paciente é ir perdendo esta habilidade, e o caminhar é uma grande forma de ativação da circulação sanguínea.

    Tente estimulá-lo o quanto puder, caminhar, falar, etc.
    Se possível, estimule-o a ler, assistir documentários e depois troque idéias com ele.

    estamos à sua disposição para maiores esclarecimentos


    Atenciosamente

    Roberto Quintana e equipe

    ResponderExcluir
  25. Jean Tecnico em enfermagem26 de fevereiro de 2011 22:40

    Ola doutor , muito obrigado por responder e me dar mais dicas, tento proporcionar o melhor possivel para uma boa qualidade de vida ao senhor que cuido, primeiro com muito amor, pois so assim podemos fazer um bom trabalho, em segundo tentar entender ele e suas dificuldades.
    Essa semana começarei a sair mais com ele, pois quando ele tem as baixas ele praticamente fica acamado, mas essa semana que passou para nossa felicidade ele esteve bem por 3 dias e meio antes de ter novamente a baixa, penso tambem em leva-lo em uma escola de musica para ele estar junto aos alunos, pois ele gosta muito de cantar, ate fizemos uma dupla eu e ele, heheheh...acho que isso tambem ajudara muito na qualidade de vida dele , o qeue o Senhor me diz...
    Mais uma vez muito obrigado pela atençao.
    Tecnico em enfermagem.
    Jean

    ResponderExcluir
  26. Jean
    Parabéns pelo empenho no seu trabalho.
    Continue estimulando este senhor o mais que conseguir, pois só assim conseguirá melhorar sua qualidade de vida.

    Cada caso é diferente, e você precisa estar atento as oportunidades que aparecerão com o intuito de proporcionar diferentes formas de estimulá-lo.

    Parabéns e conte sempre conosco

    Roberto Quintana e equipe

    ResponderExcluir
  27. Tenho uma filha de 25 anos, segundo os medicos ela teve encefalite limbica , isso foi a 6 anos atrás. começou com apatia perda de memoria recente. e crises convulsivas de dificil controle. hoje minha vida está muito dificil. não tenho quase mais condições d ecuidar dela. ela esta muito agressiva . decontrolada pra comer. tem muitas crises convulsivas parcias, muitas ao dia. e quando melhora um pouco quer bater , xinga. empurra quem está por perto. Poderia me ajudar d ealguma forma, estou desesperada..

    ResponderExcluir
  28. MEU PAI TEM DEMENCIA FRONTO TEMPORAL,E LENDO SOBRE O ASSUNTO VI QUE ESSA DOENÇA TEM CAUSAS HEREDITARIAS, TENHO 35 ANOS E QUAIS OS RISCOS DE EU E MEUS IRMAOS DESENVOLVEREM ESSA DOENÇA, COMO PODERIAMOS PREVENIR?

    ResponderExcluir
  29. A Demência Fronto Temporal parece ter incidência familiar.

    A idade de início da Demência nos parentes dos pacientes com Demência Fronto-Temporal é em média 10 anos mais cedo do que a idade de início da Demência em geral, além de ter um percentual mais elevado de incidência familiar.

    Como forma de prevenção considero importante ações que de uma forma geral possam estimular a atividade cerebral.

    Diferentemente do que imaginava-se anos atrás os neurônios se reproduzem ao longo da vida toda e essa reprodução é fundamental para a manutenção de boa saúde mental com o passar dos anos.

    O nascimento dessas novas células nervosas é chamado de neurogênese.

    Pesquisas que analisam a relação entre o exercício físico e a função cognitiva destacam que a atividade física pode estimular a neurogênese, melhorar a aprendizagem e o desempenho mental.

    Manter-se mentalmente ágil e manter-se ativo físicamente podem ajudar a proteger contra demências e outras doenças cerebrais.

    ResponderExcluir
  30. Dr Quintana e equipe,

    Desde novembro do ano passado minha mãe entrou num quadro depressivo, na procura por um psiquiatra foi-lhe receitado alguns psicotrópicos que muito a incomodou devido aos fortes efeitos colateirais, com o passar do tempo a situação foi só piorando e ela já não tinha mais disciplina com os medicamentos foi quando resolvemos interna-la, em 18 de janeiro. Inicialmente houve uma melhora significativa do quadro porém ela tinha um hábito compulsivo de mecher no armário e falar que estava sem roupa, além das queixas de cabeça confusa e esquecimento, após 30 ias de internação sua situação piorou e ela foi transferida para a ala de pacientes em crise, fato que muito me assustou e a prejudicou bastante.
    Toda a visita ela me dizia que existia um complo contra ela no hospital, que havia comitido uma fato grave, mas nunca conseguia terminar o assunto, para mim eram delírios, sempre dizendo coisas que não tinham muito a ver, que só podia tomar banho de manhã por causa daquela águinha que ficava escorrendo e etc. Ao sair do hospital, em 18 de março, logo procurei um neurologista que ao analisar a ressonância não detectou nenhuma atrofia, mas no teste neuropsicológico ela falhou em alguns pontos.
    O quadro dela é bastante oscilante, estou com ela em casa ha pouco mais de uma semana, teve dia que ela acordou e foi direto tomar banho, tem dia que não toma, as vezes forçamos, já aconteceu de tomar banho fora do box, em frente a privada, teve um dia que ela foi na geladeira serviu o almoço, esquentou e comeu sem que tivéssemos que insistir, todavia teve dias em que tinhamos que sentá-la na cadeira e dar comida na boca, os braços fazem como que não querem que ela coma, mas abre a boca e se alimenta, parecendo uma pirrassa de criança. Acho que o quadro avançou muito rápido, quero acreditar que não é uma DFT, mas também não sei o que é nem se é normal essa variação.

    ResponderExcluir
  31. Depois de muito andar em varios medicos decobrimos essa doença em minha mae, ja sofri muito com tudo isso... É possivel a cura me sinto muito cançada de cuidar dela não tenho ninguem para dividir os cuidados a minha mae alem de 3 filhos e marido, será que a tendencia é ficar pior? vai parar de andar? mecher os braços? Tenho 33 anos ela tem 64. Catherine cathge@hotmail.com

    ResponderExcluir
  32. Gostaria de parabenizar o Dr. Quintana e sua equipe por abrirem um espaço onde os familiares de possas com DFT podem colocar suas dúvidas e contar com a resposta da equipe na maioria dos casos. Gostaria também de compartilhar com todos o desejo de força e conquista para que continuem a ajudar seus familiares, pais e mães. Meu pai tem 59 anos e foi diagnosticado com DFT a cerca de 5 anos. Além da luta de se cuidar de um ente querido que aos poucos vai se desligando da nossa realidade temos uma grande falta de informação sobre a doença. Saúde e Paz para todos. Caso tenham mais informações ou simplesmente queiram trocar experiências meu nome é Alexandre e meu e-mail é abpaula77@yahoo.com.br

    ResponderExcluir
  33. Alexandre
    Obrigado pelo apoio e vamos trocando informações que possam ajudar todos os familiares nesta difícil situação.

    Como você mesmo diz:
    "ente querido que aos poucos vai se desligando da nossa realidade".

    Este é um fato com o qual temos que lidar da melhor forma possível tentando diminuir os obstáculos que surgem como conseqüência dos inúmeros transtornos físicos, psíquicos, sensoriais e sociais.
    Tentar sempre promover um melhor convívio social do paciente e dos próprios familiares envolvidos.

    Atenciosamente

    Roberto Quintana e equipe

    ResponderExcluir
  34. Minha mãe passou a ter convulções um tempo após o diagnostico da doença, porque? A pessoa com demencia, consegue entender o que se passa ao seu redor? Fazia muito tempo que eu não via minha mãe chorar, hoje quando cheguei em casa, ela me olhou e tentou falar algo, mas só conseguiu chorar, me emocionei muito e tentei a consolar. Como devemos agir com ela? Somos inesperientes e não sabemos o que fazer para melhorar a vida de nossa mãe. Acreditamos que ela pode ser curada, tenho muita esperança, mesmo sabendo o parecer médico. Peço sua ajuda Dr.Quintana, nunca tive coragem de pedir e saber sobre a doença. Desde já agradeço. Aline

    ResponderExcluir
  35. Aline

    Esta situação é muito complexa.
    Tudo vai depender da fase em que a doença está.
    Seguem algumas dicas que poderão ajudar.

    Lembre-se sempre que informação é a melhor maneira de lidar com estas situações, portanto é muito importante informar-se o mais que puder.

    Cuidar de uma pessoa com esta patologia significa planejar suas atividades e ajudá-la em seus cuidados pessoais diariamente.



    Dicas que podem ajudar

    Planeje atividades simples. Se a tarefa é muito complexa o doente pode frustar-se. As atividades repetitivas são uma escolha. Mude as atividades de acordo com as mudanças na capacidade de execução do doente.

    Faça as tarefas junto com o doente. permita que o doente faça mais que puder por conta própria, mas esteja perto para ajudar. Escolha atividades que envolvam várias tarefas simples.

    Não desista. Planeje atividades simples em vez de desistir.

    Com o passar do tempo o doente precisará, cada vez mais, ser ajudado em suas atividades diárias. Mas, em qualquer estágio, permita, que o doente faça por si mesmo o máximo que puder.

    Comer e beber
    Façam uma refeição juntos pelo menos uma vez por dia. As refeições são ótimos momentos para socializar.


    Como tomar os medicamentos

    Controle os medicamentos diários. Uma caixa de comprimidos com separações e uma lista dos remédios são bastante úteis.

    Não confie na palavra do doente quando ele disser que já tomou o medicamento. Verifique se ele foi tomado nas hora e quantidade certas.


    Comunicação e comportamento

    A doença torna difícil para o doente compreender e ser compreendido. Você poderá ficar frustado ou aborrecido com sua maneira de agir. Lembre-se que estes problemas são causados pela doença e não propositais. Aprenda a lidar com estas situações e a evitar que elas piorem.

    Estratégias para melhorar a comunicação

    os doentes têm dificuldades para entender o significado do que é dito. Entretanto, elas são muito sensíveis a como as palavras são ditas. Um tom agitado pode perturbá-las, ao contrário, um tom calmo pode dar-lhes segurança. Mantenha um tom positivo na voz sempre que puder. As dicas a seguir lhe ajudarão a comunicar-se melhor.

    Evite discutir a realidade

    O doente confunde a realidade e não é capaz de separar o presente do passado. Ele pode até mesmo esquecer que é você. Isto pode ser frustrante, mas não insista na sua versão da realidade isto só pode causar mais confusão e tensão.

    Decida se o assunto é importante. Se você puder, "faça o jogo do doente". Isto poderá evitar muita frustração para ambos.

    Em vez de dizer;
    "Você não pode ligar para seu pai. Ele morreu há muitos anos".
    Diga; "Acho que ele não está em casa, vamos ligar mais tarde".
    Tranqüilize o doente

    O doente pode repetir várias vezes a mesma pergunta. Isto pode aborrecê-lo, mas tente entender o porquê da pergunta.
    Por exemplo, a pessoa pode estar preocupada em faltar a um compromisso ou ser deixada para trás.
    Em vez de dizer;
    "já disse que seu compromisso é ás 2 horas".

    Diga; "Não se preocupe, eu também vou. E não irei sem Você".

    Procure distrair o doente

    O doente pode algumas vezes tenta fazer coisas que são perigosas, como por exemplo sair de casa sozinha.
    Discutir piora a situação.
    Em vez disso, tente distraí-la, e ela logo esquecerá o que queria fazer.

    De vez em quando a personalidade parece mudar. As mudanças mais comuns associadas são a depressão, regressão, apatia, irritabilidade, desconfiança e impaciência.

    Também podem ocorrer alucinações (ver coisas que não existem) e ilusões (crenças irracionais). Se tais problemas forem imprevistos, graves ou provocarem situações de perigo, consulte o médico para orientação.

    Em geral, não tome como pessoais as coisas que o doente diz ou faz.

    Atenciosamente

    ROberto Quintana e equipe

    ResponderExcluir
  36. Olá Doutor!

    Na segunda-feira meu avô foi diagnosticado com essa doença. Já faz 3 anos que ele teve ua primeira convulsão, que os médicos acreditavam se tratar de um AVC, quando na realidade ele já apresentava sintomas da DFT. Fiquei bem preocupada, ainda mais por pouco conhecer sobre essa demência. A pergunta que ninguém fez aqui no fórum, mas gostaria de saber se as pessoas com esse tipo de doença tem uma expectativa de vida inferior do que realmente poderiam ter se fossem pessoas saudáveis? O estágio da doença dele é avançado, ele anda cada vez mais apático, depressivo e esquecido, muito esquecido. Chega a dor uma dor no coração quando ele pergunta de novo, o que acabei de dizer à ele. Eu senti que de um meio ano para cá a doença parece ter se desenvolvido muito rapidamente. Ela costuma se desenvolver rapidamente, quanto tempo teremos nosso vô lúcido ainda? Há alguma expectativa de vida em anos? Fiquei muito assustada com o diagnostico dessa doença, já que a mã dele morreu jovem com DFT também. No caso de ser uma doença hereditária, posso vir a ter o mesmo problema, minha filha também? Estou muito triste, pois meu outro avô tinha Alzheimer e fomos perdendo ele aos poucos e sinto que é amesma coisa que acontece com DFT. Se puder responder minhas perguntas, fico muito agradecida. Obrigada pelo blog, ele ajudou a tirar dúvidas e algumas dicas de como tratar com os doentes com DTF. Abraço, Gabriela

    ResponderExcluir
  37. Olá Dr e leitores,
    primeiramente quero agradecer pela existência do espaço tão raro para tratar deste assunto, inclusive na internet.
    confesso que fiquei um tanto apreensivo após ler os depoimentos do blog quanto ao fato da possível hereditariedade desta doença, pois há algum tempo venho estudando e buscando informação a respeito dda DFT por conta de minha mãe estar diagnosticada com ela, mas somente aqui encontrei casos e informações tão explicitas a este respeito.
    me sinto no dever de compartilhar um pouco da nossa experiência com minha mãe.
    Ela demorou dois anos para ser diagnosticada enquanto ia vivendo suas perdas, trocando muito de medicação, variando entre antidepressivos, controladores de humor e remédios para alzheimer. Até que encontramos um médico psiquiatra incrível na cidade de anápolis-go que começou a estudar o caso de minha mãe e chegou a conclusão do diagnósticos. Ele compartilhou conosco diversos artigos médicos em inglês que serviram de referência para confiramos em seu diagnósticos. Antes de encontrarmos este médico haviamos levado minha mãe em médicos caríssimos e muito bem indicados na cidade de são paulo e nenhum deles comentaram se quer a existência dessa doença.
    depois de diagnosticada minha mãe chegou a ficar com o corpo quase todo rigido, tomava tombos a toa, mau caminhava e tinha que ser alimentada na boca. Hoje conseguimos melhorar bastante o estado dela com um seting de remédios bem variados. Ela já tomou ebix, risperidona, ziprexa e outrso anti dpressivos que nenhum adiantou, apenas piorava a situação, e ela sempre muito agressiva. Hoje o setting de remédios que conseguiu recuperar algumas perdas significativas e mante-la estavel há pelo menos um ano foi o seguinte:
    excelon adesivo (comprimido deixava ela enjoada) 15cm (maior dosagem que existe),
    donaren (antidepressivo que entrou no setting quando ela estava tendo muita dificuldade pra dormir e resolveu),
    alhois (remedio para pacientes de parkinson)
    leponex (moderador de humor para pacientes bipolares)
    hoje minha mae eh uma pessoa doce, caminha pra lah e pra cah o dia todo, reconhece apenas eu e minha irmã mas muitas vezes não lemnra nossos nomes,
    come sozinha, usa fraldas e precisa de cuidado constante, mas está sem apresentar perdas significativas há pelo menos um ano e nos parece que pode viver muito ttempo desta maneira, apesar de ter emagrecido muito, mesmo comendo muito bem.....
    bom.... acredito que esse compartilhar possa ser uma referencia para alguem em situacao semlhante, mesmo porque, apesar do preço dos remédios, nos todos estamos bastante impressionados com a melhora e estabilidade que conseguimos encontrar no tratamento de minha mãe, tendo em vista a situação desesperadora que um dia ela já se encontrou por conta da doença.
    uma pergunta que eu faço o dr.
    o meu avo morreu com alzheimer aos 80 anos, minha avó com parkinson aos 70 e minha mãe tem 54 com DFT. todas elas foram pessoas emocionalmente e psicologicamente muito doentes. mesmo assim pode existir um fator genético que vem causando isso nas gerações? minha mãe tem 7 irmãos, todos com mais de 60 anos e nenhum apresentou a doenca. existe alguma maneira de identificar a presenca do gene que pode causar a doença? tem alguma ligacao com o estado emocional e psicologico da pessoa?
    aqueles que qiserem entrar em contato estou a disposição,
    grato
    Thiago Longuini - thiago@inva.net.br

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Meu Deus, como me anima ler algo que afirma que a pessoa doente apresentou alguma melhora: "hoje minha mae eh uma pessoa doce, caminha pra lah e pra cah o dia todo, reconhece apenas eu e minha irmã mas muitas vezes não lemnra nossos nomes,
      come sozinha, usa fraldas e precisa de cuidado constante, mas está sem apresentar perdas significativas há pelo menos um ano e nos parece que pode viver muito ttempo desta maneira, apesar de ter emagrecido muito, mesmo comendo muito bem....." Como eu poderia conseguir isso para minha mãe também? Que bom ler isto!

      Excluir
    2. Olá Thiago,
      Obrigada por compartilhar, preciso de uma informação, tentei entrar em contato mas retornou com falha, tem algum outro email de contato? Roselyda.

      Excluir
  38. corrigindo meu email thiago@inca.net.br
    grato
    Thiago

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Thiago,
      Obrigada por compartilhar, preciso de uma informação, tentei entrar em contato mas retornou com falha, tem algum outro email de contato? Roselyda.

      Excluir
  39. Dr Quintana
    Estou convivendo com a realidade do diagnóstico da variante comportamental da DFT em meu esposo. A princípio (cerca de 3 anos), foi diagnosticado DA de início precoce, mas com os problemas comportamentais sérios, depressão etc. Foram realizados novos testes neuropsicológicos e RM, e o diagnóstico mudou. Li as postagens e notei que muitos sentem um certo "desamparo", assim como eu. Estamos bem assistidos por um neurologista o que sinto falta é dessa troca, cuidador / cuidador. Fui a duas reuniões da ABRAZ, que foram boas, mas não me identifiquei, porque vi, em sua grande maioria filhas cuidando de seus pais, faltava para mim essa empatia de uma esposa compartilhando seus temores, dúvidas e etc. Sei que com o avanço da doença, as coisas vão ficando "parecidas", mas é muito diferente não saber o que fazer quando a pessoa que vc ama, faz coisas absurdas que custamos a crer que seja verdade; Na busca desse apoio, criei um blog, na esperança de achar pessoas que cuidam de seus queridos com DFT. Não para orientação, mas para uma troca de experiências, um cantinho virtual onde eu possa dividir minha história, ajudar e ser ajudada. Demorei quase um ano para colocar no ar, pois as circunstâncias me envergonhavam. Agora decidi encarar (com muita dor) e contar nossa história. Gostaria de passar para o Sr o link por email, para que conheça minha história e quem sabe contar com sua parceria, meu email é: sumonteiro@uol.com.br . Muito obrigada pelo espaço!!!

    ResponderExcluir
  40. Su
    Parabéns pela iniciativa.
    Todos os tipos de demência precisam ser divulgadas, pelo grande número de casos encontrados em nossa população.
    Iniciativas como a sua, serão sempre bem-vindas.
    Fique a vontade para utilizar o nosso espaço como divulgador de suz iniciativa.

    Atenciosamente

    Roberto Quintana e equipe

    ResponderExcluir
  41. Muito obrigada!!! A vida como ela é! Segue o link: http://eramosdoiseagora.blogspot.com/, vou aguardar sua visita e de todos os que como eu precisam aprender a cuidar melhor se seus queridos!

    ResponderExcluir
  42. A fase mais difícil para mim agora é lidar com meus familiares que sempre têm uma "ideia melhor", "um médico melhor', "um remédio melhor". E que vivem me dizendo que eu tenho que fazer alguma coisa a mais de tudo o que eu já faço. Em cada encontro alguém sempre tem um comentário do tipo "por que você não...?" Queria muito que cada um deles lessem e estudassem um blog como esse para entender pelo menos um pouco de como é cansativo ter de explicar o comportamento da minha mãe. Como se já não bastasse a dificuldade que é para eu mesma aceitar e conviver com essa doença. Peguei alguns cartões com o telefone e o endereço do médico que cuida dela hoje. Um excelente profissional e cada vez que alguém me dá uma sugestão nova eu entrego o cartão dele e falo: "liga pra ele ou vai até a clínica que ele te explica tudinho..." Ninguém ligou ainda...

    ResponderExcluir
  43. Simone
    Muita força para vocês.

    Atenciosamente

    Roberto Quintana e equipe

    ResponderExcluir
  44. Muito obrigada pela resposta.
    Uma dúvida: o Sr. conhece alguma outra fonte de informação do tipo científica, como uma universidade aqui no Brasil que tenha pesquisa, acompanhamento ou até grupo de pesquisadores sobre essa doença? Eu falo inglês bem e encontrei esse site da da Universidade da Califórnia com informações, incríveis e até vídeos de pessoas e famílias que passam por esse problema. Adorei, gostaria de compartilhar com minha família, mas em inglês...quando tento achar em português não vejo nada similar. As descrições são diferentes e as "demências" são descritas como doenças de idosos e não como FTD ou DFT em port. Uma pena! Alguma sugestão..claro, além do blog que é ótimo.
    http://memory.ucsf.edu/ftd/community-support

    ResponderExcluir
  45. Simone
    Verifique a seguinte instituição:
    UFMG, Belo Horizonte,

    Mais especificamente:
    Dr. Antônio Lúcio Teixeira
    Médico psiquiatra e neurologista.
    Mestre e Doutor em Ciências,
    Professor adjunto de Neurologia,
    Faculdade de Medicina, UFMG, Belo Horizonte, MG

    ResponderExcluir
  46. Minha mãe apresentou uma crise agressiva com necessidade de ser internada há 115 dias. Não obteve bons resultados com a medicação que lhe era ministrada, então o psiquiatra que a acompanhava nessa instituição solicitou uma avaliação neurológica. Foi diagnosticado que ela tem a DFT.

    Atualmente toma os seguintes medicamentos: Exelon Path 5, Kitapen 200mg, Alprazolam, Donaren Retard. Usa sonda naso enteral, principalmente pela parte comportamental que a faz cuspir o que não quer, inclusive medicação. Utiliza fralda.

    Melhorou bastante da agressividade, mas determinadas características da doença ficam difíceis de serem administradas. Às vezes falta paciência, dá raiva da doença estar na minha mãe. Parece até que é uma pegadinha de mau gosto.

    Criei o seguinte grupo para facilitar a troca de experiências entre os familiares que possuem um ente querido com a DFT:
    http://groups.google.com/group/demencia-fronto-temporal

    Gostei muito do blog:
    http://eramosdoiseagora.blogspot.com/

    Visito sempre este espaço do Dr. Roberto Quitana e tem me ajudado bastante.

    Qualquer dúvida sobre o grupo de discussão enviar-me e-mail: isabarros@gmail.com

    Deus nos dê forças!
    Abraços,
    Isa.

    ResponderExcluir
  47. lu!
    meu pai tinha 54 anos quando estava com a doenca. o medico disse q ele morreria em um ano e dito e feito,a medida q os meses iam passando ele ia ficando cada vez pior.Ele nao tinha reacoes agressivas mas nos viviamos com o cadiado no portao para ele nao poder sair de casa,ele chamava o nome da mae dele q ja havia falecido e mal tinha nocao para fazer as coisas do dia a dia,ele nao sabia nem dizer meu nome, enfim foi muito triste.

    ResponderExcluir
  48. Olá, minha mãe tem 54 anos, foram feitos exames uma tomografia e uma ressonancia,e ontem na consulta dela com o neurologista foi diagnosticado a DFT,ja tivemos 2 casos antigos na família dela,mas não sabemos se foi com essa doença, e ela sempre foi uma pessoa esquecida,mas de 1 ano e meio pra ca ela foi apresentando quadros estranhos, como na fala,falta de interesse,esquecimentos do dia a dia,ela reconhece as pessoas do convívio,objetos,por isso que no começo tudo que constatou como uma depressão.Agora o medico passou um teste cognitivo para ela, gostaria de saber se por este teste da para saber o grau da demência, se tem uma medicação que possa estacionar a doença, para não se agravar mais, porque é tudo muito estranho tem horas que parece que ela não tem nada,mas em outras já nos atrai uma certa preocupação.A doença tem um certo tempo para a pessoa chegar em um estágio critico?
    Também tenho medo por ser uma doença degenerativa e hereditária,pois somos em 3 irmãos, o que devemos fazer para nos prevenir, e se isso pode afetar um futuro filho meu também! Obrigado.

    ResponderExcluir
  49. A demência frontotemporal, uma doença degenerativa de causa ignorada provoca alterações de comportamento muito próximas daquilo que o leigo entende convencionalmente por demência.

    O paciente começa a manifestar um comportamento diferente do que tinha até então.

    Embora as mudanças de personalidade chamem mais atenção, há também um comprometimento intelectual importante.

    O tratamento ajuda a melhorar o comportamento e as relações sociais, mas não consegue interferir na evolução da doença, que lamentavelmente ainda não é bem conhecida.

    A doença frontotemporal corresponde de 5% a 10% dos casos de demência. Afeta indivíduos em torno dos 50 ou 60 anos.

    Alguns estudos recentes têm demonstrado que os cuidados para prevenir o infarto do miocárdio são os mesmos indicados na prevenção de demências.

    Sabe-se que indivíduos com níveis baixos de colesterol durante a idade adulta têm menor risco de desenvolver Alzheimer e que a hipertensão é fator que favorece o aparecimento da doença demencial.

    Outros estudos mostram que provavelmente a associação de
    vitamina E com a vitamina C pode retardar o aparecimento de quadros demenciais.

    Essas doenças se manifestam tardiamente, mas começam a instalar-se cedo, a esperança é que, no futuro, existam mais recursos à disposição para serem adotados a partir de uma idade mais nova.

    Atenciosamente
    Roberto Quintana e equipe

    ResponderExcluir
  50. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  51. Carla

    A história familiar de transtorno semelhante em parente de primeiro grau sempre reforça o diagnóstico da DFT.

    Segundo pesquisa referida por Psicosite (referência a Neurology 1998; 50: 1541-45 - Fatores Familiares na Demência Frontotemporal):

    Em um apanhado amplo e geral sobre a população holandesa, foram analisados 74 casos de Demência pré-frontal e comparados a um grupo controle equivalente de 561 pessoas.

    Os resultados mostraram que em 38% dos pacientes, um ou mais parentes, com menos de 80 anos de idade, de primeiro grau desses pacientes, com o mesmo tipo de Demência, para apenas 15% nos parentes de primeiro grau no controle.

    A conclusão foi de que a idade de início da Demência nos parentes dos pacientes com Demência Fronto-Temporal é em média 10 anos mais cedo do que a idade de início da Demência em geral, além de ter um percentual mais elevado de incidência familiar, ao contrário da Demência de Alzheimer que não é tão alta como neste tipo.

    É sempre importante o parecer da sua neuropediatra e colocamo-nos à disposição para outros esclarecimentos.

    Atenciosamente
    Roberto Quintana e equipe

    ResponderExcluir
  52. Dr Quitana gostaria de saber o significa no exame EEG revelou atividade lenta e irritativa fronto temporal esquerda,faço o tratamento mais de trinta anos com problema de crise epiléticas,faz dois anos tenho dor de cabeça.
    Gostaria de uma explicação mais clara por favor.
    muito obrigado.

    ResponderExcluir
  53. Dr. Quintana,
    Meu nome é Marcos Afonso.
    Ansioso por mais informações farei um breve relato da situação de meu pai que tem hoje 83 anos de idade, é hipertenso e ex-fumante.
    A cerca de 9 anos ele foi submetido a cirurgia de bypass na artéria femural direita. Mais recentemente foi necessária nova intervenção haja vista que a passagem anteriormente criada foi totalmente obstruída. O procedimento realizado na segunda intervenção foi o da utilização de veia da perna esquerda para viabilizar a revascularização do membro direito. Infelizmente e como consequência da falta de circulação sanguínea meu pai sofreu necrose de dois dedos do pé. Perdeu os artelhos.
    Foram detectados durante a análise para a segunda cirurgia a presença de aneurismas aórticos ainda não tratados por respeito à prioridade de ação.
    Os médicos que atuaram no procedimento prescreveram a utilização de risperidona ao argumento de que quem se submete a este tipo de cirurgia, e diante da perda dos dedos, poderia desenvolver quadro depressivo. Até este momento ele se mantinha com a consciência dos fatos e acontecimentos. Ressalto que ele sempre foi muito ativo e resoluto em suas ações.
    Mais recentemente ele sofreu trombose na perna direita que foi tratada com sucesso, porém, a partir desse momento, uma série de acontecimentos fazem a mim e minha família sofrer sobremaneira. O quadro depressivo se instaurou.
    Nesse período ele passou a se mostrar confuso e sem conseguir articular as idéias, trêmulo. Quando de pé, faz movimentos repetitivos como se marchasse com dificuldade no mesmo lugar, afirmou não conseguir assinar o próprio nome. Não quer se alimentar ou ingerir água com regularidade. Passou a dizer exclusivamente que não quer comer, não deseja se movimentar (passa o dia inteiro deitado e com os olhos fechados), afirma não gostar de água por não conseguir engolir direito. Tais negativas resultaram em duas internações por desidratação.
    Hoje, ele é forçado literalmente a comer e a beber água (por inúmeras vezes o alimento e a água são colocados à força em sua boca). Na rotina do dia, ao acordar e no transcorrer do dia, suas únicas palavras é de que não quer nada, seja a medicação, alimento ou água.
    Na última internação por desidratação foram realizadas angio-ressonância intracraniana e tomografia computadorizada multislice do crânio que indicaram, respectivamente: 1 - pequena dilatação aneurismática no segmento A1 da artéria cerebral média esquerda; achados sucessivos de ateromatose carotideana bilateral; alterações degenerativas no encéfalo; prováveis infartos lacunares sequelares capsuloganglionares; 2 - reduçaõ volumétrica encefálica (provável higroma bifrontal); ateromatose carotídea bilateral; prováveis infartos lacunares sequelares em topografia capsuloganglionar bilateral e hipodensidades focais na substância branca supratentorial presumivelmente relacionados à leucomicroangiopatia.
    Por fim, houve um prediagnóstico de Parkinson e, mais recentemente, de Síndrome Frontal.
    Diante do quadro que apresentei, pergunto se existe alguma solução ou paliativo efetivo a permitir melhor qualidade de vida no período que ainda lhe resta. Este é um quadro de DFT? Agradeço encarecidamente uma resposta. Meu e-mail é marcosmarciano@gmail.com

    ResponderExcluir
  54. Meu esposo teve um traumatismo craniano em 2006 ficando 33 dias internado, agora em tomografia e ressonancia magnética foi identificado uma atrofia frontal do lado esquerdo, no ano passado ele fez muitas compras, inclusive comprou um carro pela internet de 28.000,00 sem ter dinheiro, saiu com várias prostitutas e esta bastante agressivo, isto há mais ou menos 1 ano, ele não aceita o diagnóstico e diz que não tem nada, esses sintomas fazem parte da lesão, porém eu naõ estou mais aquentando o comportamento dele, não tem sensibilidade para nada e a todo momento fala em divórcio, o que fazer e como a doença evolui.

    ResponderExcluir
  55. Bom dia Dr. Quintana e equipe.
    Faço um trabalho de estimulação cognitiva com uma pessoa de 60 com diagnóstico de demência fronto temporal. Ela é muito alegre e participativa, mas gostaria de uma orientação mais precisa de como contribuir. O que é melhor para seu desenvolvimento. Que tipo de atividades.Uso ábaco, tangram e jogos. (Método Supera) Ela lembra das atividades, mas nem sempre consegue fazê-las. O que de fato pode ajudar na preservação de sua memória. Obrigada

    ResponderExcluir
  56. MCCamenote

    Parabéns, continue com a utilização do método Supera, extremamente indicado, nestas situações.

    Não se fruste quando o cliente não conseguir realizar as atividades propostas. Isto faz parte do processo de desenvolvimento.

    Inúmeros são os benefícios que os exercícios mentais podem proporcionar para o cérebro e para a saúde como um todo.

    Eles melhoram a capacidade de atenção, memória, linguagem e raciocínio.

    Estas atividades ajudam a prevenir e combater o declínio cognitivo e mesmo proteger contra as doenças degenerativas.

    É importante buscar sempre atividades novas, ou mesmo fazer as coisas corriqueiras de modo diferente.

    Saia da zona de conforto, crie alternativas, tire o automatismo do processo mental do cotidiano.

    Você pode utilizar também: xadrez, palavras cruzadas, dominó, jogos de perguntas & respostas e mesmo jogos de cartas.

    Boa sorte

    Atenciosamente
    Roberto Quintana e equipe

    ResponderExcluir
  57. oi,meu esposo tem dft a uns 5 anos ele nao fala a quase 1 ano parou de andar mais deus deu uma bençao a ele e voltou a andar.usa flaudas nao come sozinho na maioria do dia fica sentado ou deitado dorme bastante,mais na hora do banho fica mto nervoso nao gosta de tirar roupa e depois nao gosta de colocar.ele pega nos meus braços com mta força chega a doer,se os netos chega perto ele agarra e aperta as crianças tem medo dele.isso e normal?

    ResponderExcluir
  58. Angela

    A DFT caracteriza-se geralmente por manifestações clínicas bastante variáveis que estarão geralmente relacionadas ao comportamento e à linguagem.

    Enquanto para outras demências é fundamental o comprometimento da memória, aqui este compromentimento somente ocorre tardiamente.

    A fase inicial é ca­racterizada por progressiva alteração do comportamento. O primeiro sinal da doença é a mudança de comportamento no que se refere à resolução de problemas do dia a dia com tendência à impulsividade. Começa a chamar a atenção da família a grande dificuldade que a pessoa mais velha demonstra diante de problemas já conhecidos e as formas incoerentes de solução que encontra, muitas vezes, na base da força.

    Alterações da atenção, irritabilidade, perda da inibição, do controle social e da crítica sobre determinadas regras, além de oscilações de humor, são características bastante comuns.

    Pode haver falha de memória, mas fre­qüentemente é conseqüência da dificuldade de atenção, de falhas na organização das informações e em sua recuperação.

    Com a progressão da doença, o prejuízo à linguagem torna-se mais evidente, com redução no discurso espontâneo e repetição estereotipada de palavras ou expressões.

    Em contraste, a capacidade de compreensão pode ser preservada, pelo menos em parte, até uma fase mais avançada.

    Com a evolução da doença, os lobos frontais passam a ser acometidos, e podem ocorrer aparentes alterações do comportamento.

    A DFT é uma doença progressiva e grave. No início, pode haver estabilização com técnicas ambientais e comportamentais associadas ao tratamento farmacológico. Porém, além de progressiva, a doença é também incapacitante.


    Atenciosamente
    Roberto Quintana e equipe




    ResponderExcluir
  59. Dr. Roberto Quintana, parabéns pelo seu trabalho e de sua equipe. Em ressonância magnética do crânio, minha mãe, de 74 anos, apresentou o seguinte diagnóstico: Alargamento dos sulcos cerebrais.Dilatação "ex-vácuo" dos ventrículos laterais.
    Discretos focos ovalados de hipersinal em FLAIR esparsos pela substância branca periventricular e coroa radiada, de aspecto inespecífico. Redução volumétrica de ambos os hipocampos.
    Tronco cerebral e cerebelo com morfologia e sinal de RM conservados. Transição crânio-vertebral conservada.
    Ausência de processos expansivos ou coleções intra/extra-axiais detectáveis. IMPRESSÃO DIAGNÓSTICA:Sinais de atrofia cerebral difusa, notadamente temporal.
    Os sintomas comecaram há 4 anos, com perda de memória, esquece como cozinhar, confusão mental com relação a situações e filhos e passado. Porém, não existe alteração comportamental, pois ela continua dócil e meiga, além de muito alegre. Dorme bem. Trata-se de DFT?
    obrigada,
    Sonia

    ResponderExcluir
  60. Minha mãe foi diagnosticada a 2 semanas com DFT.Gostaria de saber,se vcs pudessem me ajudar,quais as implicações dessa doença associada à diabete do tipo 2,pois desde q foi hospitalizada,as oscilações na glicemia dela são constantes.Sei q é uma doença degenerativa,mas quão mais séria ela fica junto da diabete e depressão?Outro ponto q gostaria de esclarecer é q o neurologista q descobriu através da ressonância magnética acredita q ela sofra de DFT há um tempo razoável,mas exames anteriores não revelaram qualquer alteração na atividade cerebral dela(eletroencefalogramas desde 2010).Então a dúvida q tenho é se seria possível alguma negligência por parte de outros médicos baseando-se apenas nesse tipo de exame.Eles poderiam ter visto alguma alteração e ter pedido a ressonância,ou seria um exame muito superficial pra se ter um parecer?O neurologista q descobriu q ela sofre de DFT disse q o cérebro dela é equivalente ao de uma pessoa de 90 anos,sendo q ela tem 62.Desde já agradeço e parabéns pela iniciativa de sanar as dúvidas de pessoas tão aflitas como eu.

    ResponderExcluir
  61. Ola sou Janaina tenho 30anos sofri um avc aos 27 sofro de depressao desde 12anos...agora o neurologista q me acompanha disse que tenho a DFT ....nao consigo concluir meu raciocinio...tenho dificuldade na fala , gaguejo...me falam q tenhi comportamento agressivo mais nao consigo lembrar tenho tremores no lado direito do corpo...saio de casa e as vezes me esqueco pra onde to indo...nao consigo me concentrar em leitura...moro so com meus filhos pequenos...sou viuva.por isso fico com medo de perder autonomia! No meu caso o que faco?

    ResponderExcluir
  62. Simplesmente muito interessante os bate papos.
    Dr. Roberto Quintana preciso que me explique o que é exatamente Atividade irritativa Fronto temporal á esquerda, eu tenho 23 anos, aproximadamente á 3 anos tenho dores de cabeça muito constantes e forte, dói atras do meu olho e vai até a nuca, e isso ocorre somente no lado esquerdo. meu neuro receitou o remedio dolamin Flex.
    Porém ele não me falou muito sobre o que se trata, como ocorre? ou Pq ocorre? Eu notei que me ataca essa "enxaqueca" quando eu saio no sol ou choro.
    Por favor me ajude a entender mais sobre isso...
    Desde já agradeço pela atenção.
    Michele

    ResponderExcluir
  63. minha avó tem 80 anos e foi diagnosticada com parkinson e também tem DFT, tenho muitas duvidas pois ela tem um maior comprometimeno motor e da fala. A familia não aceita sua condição e acha que devemos mudar de médico, ela já foi avaliada por 4 neurologistas e o ultimo é que disse sobre a DFT, já que comentei que o avanço de sua doença estava muito acelerada. Ela foi diagnosticada com parkinson a apena 4 anos e já se encontra sem andar e agora não fala mais. Minha duvida é as duas doença associadas acelera os sintomas? um abraço obrigada. Renata.email: renatagabrig@bol.com.br

    ResponderExcluir